Interessante como as perguntas que mais escuto, quando alguém, no meio de uma conversa, descobre que sou vegana, foram evoluindo com o tempo. Hoje em dia raramente escuto coisas como: “Mas você não tem pena das plantas?” ou “O ser humano é carnívoro!”, embora ainda apareçam aqui e ali. Acredito que isso mostra como o movimento vegano cresceu e foi ganhando espaço nas discussões políticas. Mas ainda tem muitas ideia erradas relacionadas a ele. Pra ajudar a jogar luz em algumas questões cruciais dentro do movimento antiespecista comecei uma série de posts no meu perfil no Instagram respondendo algumas das perguntas e afirmações que mais escuto no momento. Aos poucos vou trazer esse conteúdo pra cá também, pois sei que muita gente que me lê aqui não usa o Instagram.

Vou começar com as perguntas/afirmações que escuto de pessoas que comem animais e seus derivados. Mais tarde volto com respostas direcionadas a pessoas veganas. Então bora lá.

“Veganas são contra povos indígenas porque eles comem carne?”

Indígenas abatem animais, mas é desonesto colocar a relação que povos tradicionais tem com animais no mesmo balaio que a exploração, tortura e morte de animais pela agropecuária, maior inimiga dos animais. E aquela lucrando com a exploração animal é a mesma que grila território, desmata e comanda o genocídio indígena. Por outro lado, se ainda temos “natureza” preservada, com a fauna silvestre que vive nela, é graças aos povos tradicionais.

Então: 1- O veganismo popular não vê povos indígenas como inimigos. Eles são aliados dos animais e o movimento vegano deve respeita-los e fortalecer sua luta. 2-Não é um objetivo do movimento vegano “veganizar” povos tradicionais. 3-Isso não é desculpa pra você, pessoa não indígena que tem condições materiais de escolher sua alimentação, desconsiderar nem diminuir a relevância do veganismo porque “indígenas comem carne”.

Não se trata de defender o consumo de animais por povos tradicionais, mas de se opor ao veganismo colonialista e racista que quer determinar a conduta de grupos historicamente oprimidos e discriminados. Li relatos de indígenas veganas da América do Norte que entendem o veganismo como respeito à relação ancestral do seu povo com o resto da natureza, além de uma maneira de descolonizar a alimentação. Mas a mudança, e a reflexão sobre a pertinência dela, virão (se vierem) de dentro desses grupos e não é trabalho nosso.

É possível viver com saúde sem consumir nada vindo da morte ou da exploração animal e trabalhamos pra que um dia todas as pessoas tenham a informação necessária e a possibilidade material de fazer essa escolha. A missão do movimento vegano hoje é transformar a estrutura social em que vivemos pra que comer outros animais não seja necessidade pra ninguém. Até isso acontecer, proponho parar de usar o critério “comer X não comer carne” como única lente de análise pra definir nossas aliadas (e alianças). Consideremos o tipo de relação entre humanos e não humanos praticada ali, além do modelo de sociedade que esses humanos constroem e defendem.

“O errado é comer carne todo dia. Eu só como de vez em quando e não vejo problema nisso.”

Do ponto de vista nutricional, é possível ter saúde comendo um pouco de animais ocasionalmente. Mas a premissa do veganismo não tem nada a ver com a saúde humana.

Veganas são pessoas que decidem evitar (dentro do possível no momento) toda e qualquer exploração, sofrimento e morte de animais pra seus interesses pessoais. Entendemos que o domínio da nossa espécie sobre todas as outras não pode ser moralmente justificado. É uma discriminação baseada em critérios arbitrários (a suposta superioridade da nossa espécie, mas que também forma hierarquias entre espécies não humanas – basta ver a diferença no tratamento dado a cachorros e porcos na nossa sociedade), cuja raiz é o mesmo sistema de dominação que gera todas as outras opressões.

À partir dessa compreensão fica claro que o problema de fundo não é a frequência com que se come animais e sim o fato deles serem considerados comida.

Animais não são recursos exploráveis, nem mercadorias e não podemos dispor de seus corpos e suas vidas como bem entendermos. Sim, é melhor (pra sua saúde, pro planeta, pros animais) comer pouca carne do que comer muita. Mas sempre que você senta pra comer animais (ou algo produzido pelos seus corpos), seja uma vez por semana, mês ou ano, você está normalizando a violência cometida contra eles e fortalecendo a lógica de dominação que valida inclusive a discriminação e exploração de certos grupos humanos (mulheres, negras, LGBT etc). Animais seguem sendo vistos como comida, não seres sencientes que existem por razões próprias, e isso colabora com uma cultura especista que, por um lado, perpetua a violência de humanos sobre não-humanos e, por outro lado, dificulta uma mudança de paradigma social.

Se ainda é tão difícil se tornar vegana (falo unicamente de quem tem condições pra isso) é porque é mais cômodo reproduzir o que a maioria faz do que se demarcar e seguir um caminho diferente (e às vezes solitário). E enquanto a opressão e violência contra outros animais for algo tolerado, desejado e normalizado, vai continuar sendo mais fácil reproduzi-la do que se opor à ela.

“O problema é a criação industrial de animais.”

Comer animais criados por pequenos produtores pode parecer a solução pra destruição ambiental e crueldade do modelo industrial. Mas…

Isso é acessível pra poucas pessoas. Se antes só a elite comia animais, hoje ela se demarca do povo através do consumo de “carne orgânica/sustentável”, enquanto a população de baixa renda compra a carne barata e de pouca qualidade de animais vindos da criação industrial (e ainda por cima é acusada de comer “porcaria”!). Se é inacessível pra maioria, não é uma solução.

Sem falar que alimentar a população mundial com animais criados em liberdade e pequena escala requer ainda mais terras do que a criação de animais já ocupa hoje. Lembrando que a população de galinhas, vacas, porcos e ovelhas já é 3x maior que a população humana (FAO).

O centro da questão é: não basta mudar o modo de produção, o problema fundamental está na relação de dominação que impomos aos outros animais.

Não queremos reduzir a escala da exploração animal, queremos o seu fim. Explorar e matar animais pra consumo humano hoje não é uma necessidade pra maioria das pessoas. E se temos a possibilidade material de não explorar nem matar outros animais, não há argumento moral que justifique isso.

Porém é essencial fazer a distinção entre as gigantes da carne/ovo/laticínio, que lucram bilhões com a exploração animal (acompanhada de destruição da floresta e do genocídio indígena), e pequenos criadores, que exploram animais pra sobreviver. Seria desonesto atacar os segundos enquanto as primeiras existirem.

O veganismo popular defende um mundo onde as pessoas que hoje são obrigadas a viver da exploração animal terão a possibilidade de ganhar o sustento com outras atividades. Plantar feijão de maneira agroecológica, por exemplo, já que precisaremos de mais proteína vegetal. Não quero que pequenos criadores percam seu sustento, quero que tenham a possibilidade de viver dignamente sem precisar dominar, explorar e matar outros animais.

“Veganismo é mudança individual e o problema é o sistema capitalista.”

A reação das pessoas na esquerda anticapitalista com relação ao veganismo mudou. Antes era considerado algo da elite branca, sem relevância política. Aí o veganismo popular, afro-veganismo e veganas periféricas começaram a ter destaque e ficou difícil manter esse discurso (embora alguns sigam, numa birra pueril, dizendo que veganismo é coisa de elite, sim!). Então o argumento “mudança no nível individual, como parar de comer carne, não resolve problema sistêmico” entrou em cena.

Quando me tornei vegana eu tinha plena consciência que boicotando a exploração animal eu, sozinha, não ia acabar com ela. Mas solidariedade política é fundamental pra mim, por isso decidi não mais compactuar com a exploração e opressão de animais não humanos. Se posso escolher o que comer, então decidir o que vai pro prato é uma questão ética.

E como comer animais é a ideologia dominante, o simples fato de existir como vegana provoca questionamentos ao redor, sensibiliza mais pessoas à luta antiespecista e isso cria condições pra que uma mudança social aconteça. Destaco que o veganismo popular também se compromete em trazer mudanças materiais, pra que as pessoas tenham autonomia alimentar e comer animais deixe de ser necessidade pra elas.

Como anarquista, eu luto por um mundo livre de toda dominação. E se quero um mundo sem especismo (um tipo de dominação), o fato dele existir estruturalmente não é justificativa pra continuar compactuando com ele no nível individual. O racismo e a misoginia também são estruturais, mas isso não torna aceitável ter práticas individuais racistas e misóginas.

É impossível, hoje, escapar do capitalismo. Você pode tentar evitá-lo o quanto quiser, ainda assim ele vai te alcançar e impactar sua vida. Mas evitar a exploração animal é uma possibilidade material pra muita gente. Veganismo é práxis e é política prefigurativa: é praticar hoje aquilo que defendemos pra sociedade que queremos construir com a nossa luta.

“Veganos precisam suplementar a B12, então prefiro comer carne de vez em quando do que ser dependente da indústria farmacêutica.”

O argumento da “naturalidade” (“Se precisa suplementar, então ser vegana não é natural.”) foi substituído por algo que parece se sustentar, principalmente pra quem se importa em transformar o mundo. Afinal, quem quer depender da mal-afamada indústria farmacêutica? Mas no fundo é a mesma tentativa de desqualificar a alimentação vegetal e, por tabela, o veganismo, desconsiderando a luta por emancipação animal.

A B12 não é produzida por animais, é sintetizada por bactérias. Isso pode acontecer num laboratório (é assim que o suplemento é feito) ou no estômago de animais que terão seus corpos comidos. E vale ressaltar que: 1-a ração de animais “de corte” é suplementada com B12; 2-deficiência de B12 também é comum em pessoas que comem animais; 3-suplementos são necessários pra muita gente, vegana ou não.

Se esse é o seu argumento pra não ser vegana, você não toma remédio nunca e é contra vacinas, certo? Infelizmente nós dependemos da indústria farmacêutica e em algum momento da vida passaremos por ela. Precisamos é mudar radicalmente a maneira como ela funciona.

Vejo pessoas defenderem que “preferem não ser dependentes da indústria farmacêutica” por causa de suplementos, enquanto seguem dependentes da agropecuária (quantas pessoas criam e matam os animais que comem?). Se a sua alternativa é participar e fortalecer o sistema de dominação e exploração animal, a destruição ecológica e genocídio dos povos indígenas, então não é uma alternativa. Sem falar que essas pessoas, ao consumir corpos de animais e seus derivados, são ainda mais dependentes da indústria farmacêutica! A maior parte dos antibióticos no mundo, por exemplo, é consumida por animais “de corte”. Mas essa enorme contradição é ignorada. Assim chegamos no cerne da questão, que não tem nada a ver com a B12.⠀

Se você acha que a emancipação animal NÃO é uma pauta justa e necessária, qualquer mudança pessoal pra se tornar vegana vai se apresentar como uma dificuldade gigantesca ou um esforço desmesurado e, consequentemente, se tornar justificativa pra rejeitar o veganismo. Mas quando entendemos que não é sobre nós, é sobre os animais, tomar um suplemento se torna uma condição bem pequena pra praticar a solidariedade política com animais no cotidiano.

No baile das frutas, o pobre caju provavelmente ficaria sozinho num canto, sem receber convites pra dançar. Junto com a jaca, outra fruta impopular (talvez os dois dançassem juntos, inclusive, sob o olhar de desprezo de dona banana e seu morango, as mais populares do baile). Pouca gente gosta do bichinho. Mas quem gosta, gosta muito.

Eu faço parte das pessoas que gostam muito de caju e acho o perfume dele inebriante. A pouca popularidade do moço vem do fato do caju ter um sabor adstringente, provavelmente o menos apreciado de todos. O sabor adstringente é levemente amargo e, ao mesmo tempo, provoca uma sensação de ressecamento. O famoso “amarra a boca” que a gente sente quando come uma banana verde. Geralmente as pessoas sentem o adstringente do caju primeiro e já o rejeitam. Uma pena, pois depois que as papilas se acostumam com isso vem as outras notas, muito agradáveis.

No Nordeste as pessoas usam caju em pratos saldados há tempos. A carne de caju é um ingrediente que já era conhecido e apreciado muito antes da alimentação vegetariana e do veganismo se popularizarem. Mas, apesar de ser nordestina, eu só fui comer carne de caju depois de ter me tornado vegana. Antes tarde do que nunca.

Tem muitas técnicas pra preparar carne de caju. Tem quem esprema todo o sumo do caju, depois lave o bagaço com bastante água, até retirar todo o sabor. Tem quem congele o caju antes, pra facilitar o processo da retirada do sumo (sai com mais facilidade depois de descongelado). Mas eu, que gosto de caju, acho uma pena manipular a carne dessa fruta até aniquilar todo sabor e sobrar apenas a fibra lavada e insípida. Sim, vai pegar o gosto dos outros ingredientes depois, mas eu acho que se você odeia tanto caju a ponto de querer exterminar o sabor dele, é melhor usar outro ingrediente, não? Também acho que esse tipo de preparação, principalmente quando a carne é lavada embaixo da torneira, deixa a carne de caju com uma textura desagradável, fibrosa demais. E a suculência do caju é uma dádiva, na minha opinião. 

Gosto de usar a carne de caju pra fazer moqueca e preparo o caju de maneira que boa parte do sumo seja retirado, pra que o excesso de doçura não interfira no sabor do prato, mas deixo um pouco pra que a carne permaneça tenra e com um pouco do sabor original. Só o suficiente pra incrementar a gostosura da moqueca.

“Mas eu não gosto de caju!” Tem tantas possibilidades pra moqueca vegetal… Melhor que massacrar o pobrezinho pra retirar todo o sabor dele, que tal fazer outra receita? 

Moqueca de caju

Na foto eu fiz uma moqueca de caju com cará, pois tinha umas fatias de cará cozido na geladeira há alguns dias e elas precisavam ser comidas naquele dia. Ficou bacana, apesar da cor ter ficado turva. Prefiro apreciar o caju sozinho, mas fica a ideia de fazer moqueca só com cará um dia…

4-6 cajus (dependendo do tamanho)

1 cebola (branca ou roxa)

3 tomates maduros

1 pimentão verde

2-3 dentes de alho

1 L de leite de coco fresco (receita aqui)

Um punhado de coentro 

Sal e pimenta do reino a gosto

Azeite de dendê (tradicional, mas eu sempre faço sem)

Comece preparando o caju. Tem várias técnicas e a minha é assim. Corto o caju em 4 ou 6 pedaços (no sentido longitudinal), dependendo do tamanho. Espremo com as mãos, sobre uma peneira, guardando o sumo pra ser consumido depois. Aperto bem, um punhado por vez. Quando termino de espremer tudo recolho o sumo (eu bebo depois), coloco todos os pedaços na peneira e salgo. Deixo escorrendo mais um pouco e tomando sal enquanto preparo os outros ingredientes.

Corte a cebola e o tomate em rodelas médias. Corte o pimentão em fatias ou rodelas. Pique o alho. 

Numa panela grande, de preferência com o fundo grosso, aqueça um pouco de óleo (ou azeite ou dendê) e doure o caju. Quando ele estiver dourado dos dois lados jogue o alho picado por cima e refogue por alguns segundos. Em seguida distribua a cebola, o pimentão e os tomates sobre o caju (no dia que usei cará, foi nesse momento que coloquei as fatias de cará cozido) e cubra tudo com leite de coco. Talvez você não precise do litro inteiro, mas é melhor sobrar do que faltar. Tempere com sal e pimenta do reino a gosto.

Quando começar a ferver, baixe o fogo e deixe cozinhar, com a tampa atravessada (sem tampar completamente), até o líquido reduzir e encorpar um pouco. Vai talhar levemente, resultado da ação do caju (que é ácido) sobre o leite de coco, mas isso não altera em nada o sabor do prato. 

Desligue o fogo e junte o coentro picado e o dendê, se tiver usando. Prove e corrija o sal, se necessário. Rende umas 6 porções. 

O bolo de laranja de Lu, minha irmã caçula e melhor boleira da família, tem fama internacional. Ele é maravilho, mesmo, mas há anos guardo em segredo a receita de um bolo ainda mais maravilhoso (pra mim!).

Um dia em não tinha laranja, mas tinha maracujá, e resolvemos arriscar. Confesso que não lembro se a ideia foi minha ou de Lu (ou das duas), mas o que importa é que o resultado ficou um espetáculo! Desde então começamos a fazer bolo de maracujá com frequência. Hoje confesso que além de achar esse bolo ainda mais saboroso, o fato do cultivo da laranja ser um dos campões no uso de agrotóxicos (não encontrarmos laranja orgânica por aqui) faz com que eu prefira fazer bolo de maracujá quando estou em Natal. 

Mas perceba que uma receita não precisa substituir a outra. Estou propondo uma variação do bolo de laranja pra variar os prazeres e expandir seu repertório de bolos vegetais que usam ingredientes simples, baratos e que podem se encontrados em todos os lugares. E ainda ficam pronto rapidinho!

Essa receita faz um bolo pequeno, porque vejo bolo como uma guloseima ocasional. Não me interessa fazer um bolo grande e passar o resto da semana comendo ele todos os dias. Mas se sua família for grande, ou se você estiver fazendo esse bolo pra uma ocasião especial, sinta-se livre pra dobrar a receita. Mais do que isso recomendo fazer dois bolos (usando o dobro dos ingredientes aqui em cada uma). Bolos muito grandes são mais difíceis de preparar, podendo não crescer muito ou ficar com a superfície bem irregular.

No mais, se trata daquele tipo de bolo fofinho, úmido, com uma casca levemente crocante nas laterais e que perfumam a casa inteira. Tem o sabor poético do maracujá, floral, delicado e assertivo, com uma ponta de acidez muito bem vinda. Minha definição de bolo perfeito. Pelado, ele é tudo, mas dá pra melhorar o que já é bom com uma calda de chocolate.

Bolo de maracujá

2 xíc de farinha de trigo

2-3 maracujás, dependendo do tamanho

1 xíc de açúcar (3/4 xíc, se quiser um bolo menos doce)

1/3 xíc de óleo (uso o de girassol, mas óleo de coco deixa o bolo ainda mais rico)

2 col de chá de fermento

Aqueça o forno (180°). Unte uma forma pequena com óleo e farinha.

Retire a polpa dos maracujás e ferva por 30 segundos. Isso facilita a separação da polpa com as sementes depois. Passe a polpa fervida por uma peneira fina, empurrando bem com as costas de uma colher pra extrair o máximo de sumo. Eu ainda gosto de bater as sementes, depois da extração, com um tiquinho de água no liquidificador e coar novamente. Você vai precisar de aproximadamente 2/3 de xíc de suco. Complete com água pra ter 1 xíc de líquido. Pode usar mais maracujás pra encher a xícara só de sumo, se quiser um bolo bem azedinho. Mas essa medida deixa ele saboroso e perfumado na medida.

Misture o suco de maracujá com o açúcar e o óleo (molhados). Em outro recipiente, misture a farinha com o fermento (secos). Despeje os molhados sobre os secos e mistura delicadamente com uma colher de pau ou batedor de arame. Despeje a massa na forma untada e leve ao forno até ficar dourado por cima e passar no teste da faca (insira uma faca no centro do bolo. Se ela sair limpa, tá pronto). Deixe amornar antes de desenformar. 

Sirva puro ou acompanhado de uma calda de chocolate. Na foto usei minha calda de chocolate com amendoim (a pasta de amendoim tinha pedacinhos, o que acrescentou um toque de crocância muito bem-vindo), receita abaixo. Mas já servi com a ganache que uso no bolo de laranja e fica sublime (aconselho, se você não gostar de amendoim). 

Cobertura de chocolate e amendoim

1 col. sopa de cacau (100%) – 2 col. sopa de açúcar – 4 col. sopa de água QUENTE – 1 col. sopa de pasta de amendoim (pura)

Misture o cacau, o açúcar e metade da água até dissolver completamente. Junte a pasta de amendoim e o resto da água e bata (batedor de arame ajuda) até ficar homogêneo. Ainda morna ela é semi-líquida e perfeita pra cobrir bolos. Depois de algumas horas na geladeira ela firma um pouco (última foto) e se transforma numa ganache, no ponto pra rechear bolos ou ser comida de colher.