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Nunca tinha ficado tanto tempo ser aparecer por aqui. Seis meses! Tanta coisa aconteceu desde o post sobre veganwashing em janeiro que nem sei por onde começar. Vou fazer um resumo dos últimos meses.

Saí de Berlim em fevereiro. Voltei pra Palestina. Tive o prazer de guiar mais dois grupos no tour político-vegano na Palestina (vai ter mais em 2018, aguardem!) e conheci pessoas maravilhosas, como acontece todos os anos. Teve o primeiro congresso sobre direitos animais e humanos na Palestina, organizado pela PAL (Palestinian Animal League). Depois fui pra Paris e realizei um projeto novo: tours veganos gastronômicos na cidade luz. Foram dois grupos e a viagem, como era de se esperar, foi deliciosa. Logo depois vim pro Brasil e cá estou há um mês e meio.

Como sempre que estou em Pindorama, não vim só comer tapioca e tomar leite de coco. O motivo principal de voltar aqui todos os anos é ver a minha família, claro (além de comer tapioca e tomar leite de coco, como já confessei).  Mas procuro reservar uma parte do meu tempo aqui pra dar palestras sobre veganismo, direitos animais e humanos, Palestina, justiça social e de como isso tudo está conectado. Esse ano eu vim com um projeto que carrego no peito há algum tempo. Todos esses anos fora do Brasil (já vivi quase tanto tempo lá fora do que vivi aqui dentro) me fazem sentir desconectada da militância nacional. Então em agosto eu caio na estrada e vou encontrar as pessoas que eu vinha admirando de longe, do lado de cá das telas. Quero ver a cara do movimento vegano no resto do país, trocar ideias, rever amigas, dar palestras e articular a revolução. Porque se não for pra destruir o patriarcado, o carnismo, o capitalismo, o racismo, o colonialismo… eu nem saio da cama.  Vai ser quase um mês de viagem e quando eu tiver as datas certas em cada cidade, volto aqui pra avisar.

E pra não deixar esse blog sem receita nova (nem lembro quando postei a última), vou compartilhar com vocês a receita de quiabo que conquistou minha família.

Tem quem goste da baba do quiabo. Direito seu. Mas tem quem não goste de quiabo justamente por causa da baba. O que é uma pena, pois esse legume é delicioso. Na Palestina tem uma folha escura, mulahyia, que sofre do mesmo problema do quiabo: uns amam porque tem baba, outros detestam por causa da baba. Eu não gostava, até que uma amiga palestina me explicou que preparando com tomate e um pouco de limão, a mulahyia ficava sem baba. O segredo era a acidez desses dois ingredientes, que fazia a baba desaparecer. Imediatamente pensei no quiabo. Será que funcionaria com ele também?

Testei e tenho a felicidade de dizer que sim. Vou repetir. Se quiabo babento é a sua praia, sinta-se livre pra ignorar essa receita e seguir preparando esse vegetal como você gosta. Ninguém é obrigada a fazer minha receita sem baba. Beleza? Beleza. Tô insistindo nesse ponto porque sei que tem as apaixonadas por essa característica peculiar do quiabo e já escutei gente indignada dizendo que se não tiver baba, não é nem pra chamar de quiabo. E teve o senhor na feira que disse que dava dinheiro pra esposa preparar o quiabo com o máximo de baba possível.

Tem poucas coisas comestíveis no reino vegetal que eu não aprecio. O único sabor que eu não gosto é anis e a única coisa que realmente me repele na comida é a textura babenta. Então estou muito satisfeita com a minha receita, porque acho o sabor do quiabo maravilhoso. E preparado assim, ele fica ainda mais saboroso. Agora que sei como fazer quiabo (quase) sem baba, ele se tornou um dos meus vegetais preferidos no mundo.

O segredo do quiabo (quase) sem baba

Primeiro, aqui vai uma dica pra escolher quiabos: prefira os pequenos e jovens. Quanto mais jovem, mais saboroso e tenro. Grandes e maduros, eles ficam duros e estão mais pra madeira do que pra verdura. Eu compro quiabo na unidade (que varia muito de tamanho), então fica difícil indicar o peso desse ingrediente na receita. Mas se sua mão for  pequena, como a minha, eu diria pra usar uns 4 punhados grandes de quiabo inteiro, ou o equivalente a umas 6 xícaras de quiabo picado.

4 punhados grandes de quiabos jovens (leia as explicações acima)

1 cebola, picada

2-4 dentes de alho, picados

2-3 tomates (dependendo do tamanho), picados

Azeite

Sal e pimenta a gosto

Gotas de limão

Um punhado de coentro fresco, picado (opcional)

 

Lave e corte os quiabos em rodelas finas levemente diagonais. A baba do quiabo já vai começar a soltar aqui, mas não se preocupe que ela desaparece depois.

Em um tacho grande (ou a maior frigideira que você tiver) aqueça um fio de azeite, jogue uma parte do quiabo e tempere com um pouco de sal. Coloque só o suficiente pra cobrir o fundo do tacho, não coloque muito de uma vez senão o quiabo vai cozinhar no vapor. A ideia é grelhar o quiabo no calor forte (fogo alto), mexendo de vez em quando, até ficar ligeiramente chamuscado, o que realça muito o sabor. Transfira o quiabo grelhado pra um recipiente de vidro e reserve. Repita a operação com o resto do quiabo, lembrando de sempre colocar mais azeite no tacho antes de jogar o quiabo e de temperar cada porção com sal. Dependendo do tamanho do seu tacho/frigideira, você terá que fazer isso em 3-4 vezes. Pode fazer isso numa chapa bem quente também.

Aqueça mais um fio de azeite no tacho (agora vazio) e cozinhe a cebola por alguns minutos, até ficar dourada. Junte o alho e cozinhe mais alguns segundos. Coloque o quiabo grelhado de volta no tacho, o tomate e mais uma pitada de sal. Cozinhe até o tomate começar a se desfazer. Pingue gotas de limão (uso menos do que uma metade de limão pequeno), tempere com pimenta do reino a gosto, prove e corrija o sal. A acidez do tomate e do limão vai fazer a baba do quiabo desaparecer quase por completo. Ainda fica um pouco liguento, mas bem mais discreto e saboroso do que a versão “baba integral”. Depois que desligar o fogo junte o coentro picado, se estiver usando.

Rende 4-6 porções como acompanhamento.

Eu tinha várias coisas pra contar. Fotos pra compartiilhar. Aconteceu tanta coisa bacana por aqui nas últimas semanas, mas aí ontem a PEC 241 foi aprovada no primeiro turno. Revolta e indignação entraram (mais uma vez) no menu e o resto foi temporariamente pro segundo plano. Num momento de desespero lembrei de Manuel Bandeira e pensei: “A única coisa a fazer é tocar um tango argentino.”

Mas hoje acordei menos pessimista (mas ainda com vontade de tocar um tango). Telefonei pro meu pai, um agricultor de mais de 70 anos que foi sem terra durante muitos anos e fazia parte do MST, que, tão indignado quanto eu, me disse: “Minha filha a única saída é uma revolução. Eu tenho fé nos jovens. Eles têm que ir pra rua lutar contra essas injustiças.” Então me emocionei e chamei a minha mãe pra fazer pão de queijo vegano comigo. Porque quando a esperança volta, a vontade de cozinhar vem junto.

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Fazia anos que eu queria fazer pão de queijo vegano, à base de macaxeira. Como nos países por onde ando geralmente não tem macaxeira, sempre me dizia que faria a receita durante as férias, aí chegava aqui e esquecia. Dessa vez foi diferente e desde agosto, quando cheguei em Pindorama, já fiz esse pãozinho várias vezes. Algumas foram mais bem sucedidas que outras e ainda estou ajustando uns detalhes da receita pra ficar perfeita. Mas compartilhei a foto desses pãezinhos no Instagram e me pediram a receita. Então aqui está a versão que mais me agradou até agora.

Minha mãe, que não é vegana, mas é intolerante à lactose, adora esses pãezinhos. Ela até posou segurando os dito cujos pra mim hoje. Na verdade a minha família inteira, que é onívora, aprovou a receita. A gente gosta de degustá-los com um café quentinho e é um prazer imenso que há muito eu não sentia (fazia uns 10 anos que eu não comia pão de queijo).

Então já sabem. Quando tudo ficar cinza, sua fé na humanidade for testada e bater aquele desespero, a única coisa a fazer é pão de queijo vegano.

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Pãozinho de macaxeira (pão de queijo vegano, sem gluten)

Pra quem não sabe cozinhar macaxeira, uma explicação rápida. Lave bem, descasque e corte em pedaços médios. Cubra com água e leve ao fogo. Eu gosto de cozinhar na panela de pressão, pra ficar bem macia, mas você também pode cozinhar em uma panela comum, tampada. Dependendo da macaxeira ela vai levar mais ou menos tempo pra cozinhar. Deixo uns 20 minutos na pressão (depois que começa a chiar). Se estiver cozinhando em uma panela comum vai demorar mais. Nesse caso espete uma faca pra testar o cozimento.

200g de macaxeira cozida (deixe ficar bem macia)

50g de polvilho doce

50g de polvilho azedo

4cs de azeite

1cc de sal

Opcional:

-1cs de chia

-1cc de orégano

Aqueça o forno (200 graus).

Amasse a macaxeira usando um espremedor de batata (retire o pavio antes de espremer). Junte os outros ingredientes e amasse bem com as mãos. Dependendo da umidade da sua macaxeira (algumas são bem secas e firmes, outras mais moles) você pode precisar de um pouco mais de polvilho (acrescente uma colher de sopa rasa por vez). A massa deve despregar das mãos, sem grudar (fica parecendo massinha de modelar).

Retire pequenas porções de massa e enrole entre as mãos, formando bolinhas. Gosto de fazer bolinhas bem pequenas, que você come de uma mordida. Disponha as bolinhas de massa em uma assadeira (não precisa untar nem enfarinhar) e coloque no forno pré-aquecido. Asse até ficar levemente dourado, aproximadamente 20 minutos. Rende aproximadamente 30 pãezinhos. Lembre que se fizer bolinhas maiores o tempo no forno será mais longo.

Começou de novo. Quando explico que estou em Beirute passando uma temporada de três meses as pessoas imediatamente me perguntam: “Onde você mora?”. Respondo: “Em Beirute” e termino a frase na minha cabeça com “…ora pois!” Mas elas nunca ficam satisfeitas, pois esperam uma resposta definitiva. O que eu não tenho.

A vida de nômade, que adotei quando saí da Palestina em 2013, continua, mas alguma coisa dentro de mim começou a mudar. Outro dia me surpreendi contando pra uma amiga: “Meu sonho atual é morar em um lugar tempo suficiente pra plantar ervas e vê-las crescer. Sonho com vasos de alecrim e tomilho. Que pessoa sem graça me tornei, sonhando com plantas em vasos.” Então lembrei que um dia ela, que tem um jardim com alecrim e tomilho na sua Jerusalém, disse que admirava o meu espírito aventureiro e que sonhava em morar em outros lugares, mas que tinha medo de abandonar o conforto do conhecido. Moral da história: o alecrim da outra é sempre mais verde.

Mas ser nômade tem inúmeras vantagens, obviamente. Conhecer novos lugares e novas pessoas, ver realidades diferentes, descobrir novas culturas, expandir os horizontes e o repertório culinário… Estou adorando morar em Beirute. Que cidade fascinante! Sempre quis passar uma chuva aqui e não caibo em mim de alegria por estar vivendo mais essa experiência. Na maior parte do tempo até esqueço o sonho das plantas nos vasos.

Decidi me mudar pra cá seis meses atrás. Na época eu estava morando e trabalhando em Londres, pensando no que faria da vida no início de 2016, depois da temporada de três meses na Palestina (onde aconteceram os dois tours político-gastronômico-ativista-vegano-feministas Papacapim;) Anne foi me visitar em Londres e falou que estava pensando em ir pra Beirute pra fazer um projeto sobre os refugiados palestinos e sírios no país. De repente a ideia de me juntar a ela pareceu supimpa. Não sei de onde veio a impressão de que aquilo era a coisa certa a ser feita, mas agora que estou aqui tenho certeza que estou exatamente onde deveria estar. Essa nova etapa da minha vida faz muito sentido e está em perfeita harmonia com o caminho que estou seguindo.

E falando no meu caminho, gostaria de escrever algumas linhas sobre algo que está me cutucando desde que Anne falou, olhando os últimos posts que apareceram aqui no blog: “Beirute, Paris, Marselha, Palestina, Londres… Quem lê seu blog deve imaginar que você leva uma vida ultra glamorosa.” Não sei se tem gente pensando que vivo “a pão-de-ló e Moët & Chandon”, até porque as leitoras de longa data sabem de detalhes da minha vida que mostram o quão simples (ou “roots”, como minha irmã vive me dizendo) ela é. Mas se ainda não ficou claro, saibam que eu não tenho renda fixa, não tenho sequer uma conta bancária (consequentemente não tenho cartão de crédito), não tenho plano de saúde nem economias (poupança, bens) e me acontece de chegar em uma cidade nova com recursos suficientes pra me manter durante apenas um mês (e às vezes sem saber o que farei nem aonde irei depois). Tive que abrir mão da segurança financeira (emprego fixo, salário todo mês) pra poder levar a vida que levo hoje e sei que isso seria uma fonte de estresse terrível, talvez até insuportável, pra muita gente. A vida de sonho pra uns é um pesadelo pra outros. Mas se você me perguntar vou responder que essa não é uma vida “de sonho” e sim a vida dos meus sonhos, a vida que eu sempre quis ter e que me faz feliz no momento. Não tem glamour nenhum, tem preocupações e espinhos como a vida de qualquer pessoa, mas ela foi criada sob medida pra oferecer o que o meu coração (e o meu só) deseja.

Depois dessa tentativa de desanuviamento, voltemos à Beirute. Eu mencionei no último post que tinha sido convidada pra cozinhar em um restaurante veg da cidade. Preparei um menu (vegano, claro) de inspiração sul-americana, que foi servido somente no sábado e domingo passados e foi um sucesso absoluto! Na quinta já estava tudo reservado pros dois dias e tivemos que recusar várias pessoas. Não imaginei que o interesse do pessoal local seria tanto e o feedback foi extremamente positivo. Tanto da parte dos veganos quanto dos onívoros.

Curiosamente o prato que fez mais sucesso com os onívoros foi o ceviche de cogumelo. O que me deixou pra lá de feliz, pois eles comem ceviche de peixe e ainda assim acharam a minha versão vegetal excelente. Então gostaria de compartilhar essa receita incrível, que criei tempos atrás e que guardei em segredo até agora. Se você não sabe o que é ceviche, aqui vai uma explicação sucinta. É um prato típico do Peru, à base de peixe e a particularidade dessa receita é que o peixe “cozinha” no suco de limão. Você coloca o peixe cru em pedacinhos no suco de limão e deixa marinando ali. O ácido cítrico faz com que o peixe ganhe aparência e textura de cozido.

Nunca comi ceviche tradicional, mas quando li sobre esse prato imediatamente tive vontade de fazer uma versão vegana. Acabei desenvolvendo não uma, mas duas versões vegetais de ceviche e a receita abaixo, com cogumelos, é a minha preferida. O que realmente me inspirou foi a técnica de ‘cozimento’ no suco de limão e descobri que ela também pode ser aplicada a cogumelos. Se você não tiver acesso a cogumelos, também pode usar palmito cozido (o outro tipo de ceviche vegano que criei) e, embora ainda não tenha testado, vi que tem gente fazendo ceviche veg com polpa de coco verde! Estou louca pra experimentar a versão com coco verde, mas terei que esperar até a minha próxima ida ao Brasil. Se alguém tentar ou já testou, compartilhe a experiência comigo, por favor.

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Ceviche de cogumelo, abacate e toranja (vegano, sem glúten)

Os cogumelos precisam marinar durante uma noite, então se programe pra começar a fazer a receita na véspera de quando quiser degusta-la. Gosto de usar toranja rosa nessa receita, porque é uma fruta que adoro e a mistura de cores fica linda. Mas como toranjas são raras no Brasil, você pode substituí-la por laranja. Pra fazer cubos de laranja/toranja sem a pele branca (que tem um sabor amargo desagradável) veja esse post, onde expliquei como descascar frutas cítricas. Na receita de ceviche não precisa fazer “supremos”, como no post, basta seguir as instruções pra retirar a casca+pele branca, depois fatiar a fruta em rodelas de espessura médias e cortar tudo em cubinhos.

2 punhados de cogumelos frescos (usei champignons dessa vez, mas já fiz com outros tipos de cogumelos. Se quiser usar outro tipo, verifique primeiro se ele pode ser consumido cru)

4 folhas de alga nori (ou 2cs de outra alga desidratada em flocos)

1/3 x de molho shoyu

1/3 x de suco de limão

1/3 x de água

1 cs cheia de melado de cana (ou xarope de agave)

1 punhado de coentro, picado (opcional)

2 x de abacate, em cubos pequenos

2 x de toranja rosa ou laranja, sem casca e em cubos pequenos (leia a informação acima)

Pimenta do reino

Corte os cogumelos em fatias bem finas. Se você não tiver muita habilidade com facas, use um fatiador de legumes (ou mandolina). Use uma tesoura grande pra picar as folhas de nori, fazendo confetes de algas (claro que isso não será necessário se você estiver usando algas em flocos). Em um recipiente grande misture o shoyu, o suco de limão, a água, o melado e a alga picada. Juste os cogumelos fatiados e misture bem com as mãos até todas as fatias ficarem envolvidas na marinada. Transfira tudo pra um recipiente com tampa. Os cogumelos devem ficar submersos na marinada, então junte mais um pouco de água, se necessário. Tampe e deixe na geladeira durante no mínimo 12 horas (uma noite), mas pode marinar até dois dias. Esse passo é essencial pros cogumelos amolecerem e se impregnarem do sabor da alga. Quanto mais tempo os cogumelos repousarem na marinada, mais intenso será o sabor marinho.

No dia seguinte escorra os cogumelos marinados em cima de uma panela pequena, pra recolher a marinada, e reserve. Leve a marinada ao fogo e ferva até 2/3 do líquido evaporar e se tornar um molho espesso. Corte o abacate, a toranja (ou laranja) e pique o coentro

Gosto de servir o ceviche em porções individuais (em copinhos ou cumbucas bem pequenas), mas nada te impede de colocar tudo em um recipiente maior e deixar cada pessoa se servir. Pra montar o ceviche misture delicadamente os cubos de abacate e toranja/laranja, disponha os cogumelos marinados por cima, regue tudo com um pouco da marinada reduzida e tempere com o coentro picado e pimenta do reino. Eu acho que o shoyu do molho e cogumelos é suficiente pra temperar todo o prato, então não acrescento sal nenhum. Sirva imediatamente. Rende 4-6 porções (entrada).