Pessoas da minha família que votam em Bolsonaro,

Em que momento vocês pararam de se ver como a classe trabalhadora, sempre esmagada pelos poderosos, e passaram a identificar seus opressores como salvadores da pátria? Quando vocês começaram a acreditar que quem votou a favor da PEC que congelou os investimentos na educação, saúde e segurança por vinte anos seria a mesma pessoa que traria mais educação, saúde e segurança pro povo? Como vocês foram confiar em alguém que se diz a favor da tortura e que escolheu como seu maior herói um dos piores torturadores durante a ditadura? Como foram acreditar que alguém que admitiu publicamente ter recebido propina e que está sendo acusado de aceitar milhões de reais de empresas pra espalhar notícias falsas pelo WhatsApp seria a resposta pra acabar com a corrupção?

E, meu coração dói com esse ponto, em que momento vocês elegeram como seu representante alguém que fere a minha existência ao declarar que tem orgulho de ser homofóbico? Se hoje as posições políticas de vocês me afetam emocionalmente, caso esse candidato seja eleito elas terão consequências imediatas terríveis na minha vida e na vida de um número enorme de pessoas. Me pergunto se vocês sempre foram assim e eu não tinha percebido. Se, assim como o candidato que vocês escolheram, vocês somente me toleram, mas nunca me aceitaram.

O meu choque e incompreensão foram enormes, confesso. Como vocês podiam ter escolhido uma pessoa fascista como representante? Vocês, pessoas boas, que nem de longe praticam a ideologia violenta que esse candidato prega?

Mas aí a ficha caiu: manipulação. Não sei quando essas mensagens enganosas e desonestas começaram a penetrar na mente de vocês, mas vejo que já atingiram pra além da razão e que agora toca fundo no emocional. Tentei discutir algumas vezes e foi difícil acreditar que estávamos vivendo no mesmo tempo e espaço, tamanha a realidade que vocês descrevem está longe do que vejo ao meu redor. Foi assustador ouvir vocês repetirem, de novo e de novo, as mesmas distorções de realidade que tinham chegado até vocês, bloqueando qualquer argumento racional que eu pudesse levantar.

Não importa se é possível ver e ouvir, graças a um número enorme de vídeos, o próprio candidato dizendo coisas abomináveis, incitando ao ódio e à violência. Não importa se ele foge dos debates, mostrando total desprezo às suas eleitoras e eleitores. Não importa se a mídia no Brasil noticiou a corrupção dele. Não importa se a mídia internacional estampa nas suas capas que esse candidato é uma ameaça à democracia na América Latina e que é a maior ameaça ambiental pro planeta ou se afirma que seu modelo de campanha é o mesmo de Goebbels,  ministro da propaganda na Alemanha nazista e um dos mais fervorosos seguidores de Hitler. Não importa se celebridades mundiais se solidarizaram com a campanha contra ele e o seu fascismo. Como a realidade onde vocês vivem agora é completamente desconectada da realidade política, vocês continuam repetindo  que é tudo uma grande conspiração petista.

Não acho que conseguirei convencer vocês de repensarem seu voto antes do segundo turno, mas gostaria que vocês entendessem pelo menos que as ideias do candidato de vocês está criando um monstro muito maior e mais perigoso do que o monstro que vocês repetem que é o PT. Poucos dias depois do primeiro turno já vimos os casos de violência se alastrarem pelo país. Pessoas mortas a facadas ou a tiros porque declararam voto no PT ou simplesmente porque vestiam uma camiseta vermelha. Transexuais espancadas, pessoas LGBTs agredidas, uma moça que vestia uma camiseta onde podíamos ler “ele não” teve uma suástica entalhada na pele… Se um candidato que prega a violência e glorifica a tortura for eleito, a violência, a mesma que vocês dizem querer acabar, será normalizada e se multiplicará de maneira incontrolável. Não que minorias já não sofram diariamente com isso, mas as últimas duas semanas nos mostraram que a situação pode piorar muito.

Mas talvez isso não pareça ameaçador pra vocês, “cidadãos de bem” que seguem os “valores da família tradicional brasileira”. Afinal Bolsonaro prometeu “fuzilar petralha”, não seus eleitores. Quando ele diz “violência se combate com violência” ele na verdade está se referindo a bandidos, vocês dizem. Mas sabe quem sofreu as agressões que mencionei acima? Mulheres, pessoas LGBTs, de esquerda, que votaram no PT. E sabem quem também é mulher, lésbica, de esquerda e apoia a candidatura do petista Haddad? Eu.

É realmente desse lado da História vocês querem ficar?

Querem que vocês acreditem que quem é contra o projeto desse candidato se preocupa unicamente com seus interesses pessoais, que prejudicam vocês e o país. Mas isso não é verdade.

A oposição ao projeto de Bolsonaro é composta pela classe trabalhadora, que se organiza na construção de um projeto político popular. Por pessoas que defendem a democracia porque lembram muito bem como era a vida sob a ditadura. Que querem acabar com a desigualdade, porque sabem que essa é a maior fonte de violência e insegurança. Mulheres que lutam pela autonomia dos seus corpos, porque não querem ser presas nem mortas. LGBTs lutando por direitos, inclusive o direito de viver, no país que mais mata LGBTs no mundo. Agricultoras sem-terra lutando por reforma agrária, justiça no campo e produzindo alimento sem veneno pra todas. Trabalhadoras sem-teto lutando pra que moradia seja um direito respeitado, não um privilégio pra alguns. A população negra lutando contra o racismo. Os povos originários na sua luta pela preservação da floresta e contra a limpeza étnica da qual são vítimas há séculos. Pessoas antiespecistas, que querem abolir a exploração do animal não-humano também. Ambientalistas lutando pra acabar com o desmatamento na Amazônia, tentando trazer soluções pro maior problema que a espécie humana terá que enfrentar: o aquecimento global.

Todas essas pessoas se comprometem com a construção de um modelo de sociedade onde todas, incluindo vocês, terão direitos e oportunidades iguais. Sem desigualdade, com liberdade, segurança, com educação e saúde pra todas. Uma sociedade onde os mais fracos não serão sacrificados pra manter os privilégios da elite. Da qual vocês nem sequer fazem parte! O que mais me dói é ver vocês acreditarem que o projeto do candidato que tem o apoio dos empresários e do agronegócio contemplará vocês, remediadas nordestinas, sertanejas, mulheres.

Percebem como queremos as mesmas coisas?

Família, estamos do mesmo lado!

Por isso gostaria que soubessem que mesmo se a esquerda voltar ao poder eu continuarei lutando pelos nossos direitos. Como fiz, junto com tantas pessoas da família, em 2013, nos protestos durante o governo Dilma. Espero que vocês façam o mesmo caso o candidato de vocês seja eleito.

Me doeu ter percebido que esse ano perdemos a presença de vocês na luta por justiça e igualdade social, mas caminhando do meu lado estão minhas irmãs, sobrinhas, cunhadas, primas e mais uma multidão de pessoas. E se em algum momento vocês mudarem de ideia e quiserem se juntar a nós, serão recebidas de braços abertos. O lugar de vocês é aqui conosco.

Poucos dias antes da eleição, não sei nem como começar esse post. Estamos com medo, muito medo, mas não podemos deixar o medo ditar em quem votaremos. Principalmente no primeiro turno, já que no segundo as chances de ter que votar em uma/um candidata/o que não escolhemos é muito maior. Eu sei que tá puxado, mas vamos parar por algumas horas, colocar Terral, de Ednardo, pra tocar (sempre me acalma) e fazer bifinhos de batata doce.

Essa receita tem uma história explicando o nome. Geralmente não uso nomes carnistas pra definir minhas criações culinárias, porque não acho necessário. Quando criei essa receita, em 2016, chamei de “bolinhos de batata doce”. Na visita ao Brasil desse ano fiz os bolinhos várias vezes, porque minha família adora e porque batata doce é um dos vegetais mais baratos e fáceis de encontrar por aqui. E um dia que eles tinham aparecido no cardápio do almoço, uma senhora chamou no portão de casa no início da tarde. Minha irmã do meio foi atender e a senhora explicou que tinha vindo de longe com a filha pra vender suas vassouras de porta em porta, mas que hoje não tinha vendido nada. Elas vinham a pé da bairro onde moravam, pra economizar o dinheiro do ônibus, e estavam com muita fome. Perguntaram se nós venderíamos duas quentinhas pra elas. Minha irmã disse que não vendíamos quentinhas, mas que ofereceríamos o almoço das duas. Ela voltou pra cozinha e preparou dois pratos com feijão, arroz, os bolinhos de batata doce e alguma verdura refogada. Quando vi os pratos falei pra minha irmã: “Elas vão achar que não colocamos carne no prato porque é caridade, porque não queremos dar algo ’nobre’ pra elas. Diga que aqui na casa todas somos vegetarianas.” Fiquei imaginando se as duas iam gostar dessa tal de comida vegetariana, mas não demorou muito pra minha irmã me procurar dizendo que a senhora queria falar com a cozinheira. Quando cheguei na calçada as duas, a senhora e a filha, estavam sentadas contra o muro, então me sentei ao lado delas e me apresentei.

-Foi você que cozinhou?

-Eu mesma, respondi.

-Minha filha, que bifinhos deliciosos são esses?

Abri um sorriso e expliquei que eram bolinhos de batata doce com linhaça. Ela pediu a receita, explicando que tinha sido uma das coisas mais gostosas que ela já tinha comido. Compartilhei a receita com ela, que depois me pediu pra explicar por que eu era vegetariana. Quando ouviu minha explicação ela respondeu, muito séria: “Você tá certa. Todos os animais são criatura de Deus.”

Eu pensei que seria julgada por não ter oferecido carne, só porque era uma pessoa de um meio mais humilde que o meu, e levei um tapa de tolerância e compaixão na cara. Às vezes preciso disso.

A senhora, que se chama Siara, voltou à minha casa mais uma vez pra se despedir de mim, pois contei que não morava aqui e estava em Natal de passagem. Perguntei se ela tinha feito os “bifinhos” em casa e ela respondeu que sim, várias vezes, e que as pessoas costumavam dizer “Não tem carne? Não deve ser bom!”, mas que depois de provar todo mundo adorava e ela fazia questão de dizer: “Não, não vou te dar mais um porque você tava dizendo que ia ficar ruim. Deixe pra mim que sei apreciar.” Então, porque agora sempre penso em Siara quando faço essa receita, passei a chamar os bolinhos de “bifinhos”, como ela faz.

Sei que meus bifinhos de batata doce não vão trazer um projeto político popular pro nosso país, mas vai te dar forças pra lutar por ele. Porque lutar, devemos! Independente do resultado das eleições.

E antes de compartilhar a receita, um aviso importante. Os tours político-ativista-vegano-feministas na Palestina em 2019 foram confirmados e ano que vem serão três grupos. O primeiro grupo será do dia 4 ao 11 de fevereiro, o segundo do dia 18 a 25 de fevereiro e o terceiro do dia 11 a 18 de março. Mais informações e inscrições por email: tourspalestina@gmail.com E leiam mais sobre os tours (e vejam muitas fotos) seguindo os links na página “Tour político-ativista-vegano Palestina”.

 

Bifinho de batata doce

Faço essa receita de duas maneiras. Com linhaça moída, ou com inhame cru ralado fino. Ambos servem pra dar liga, mas a textura final é ligeiramente diferente. A versão com linhaça fica mais firme, enquanto o inhame deixa os bifinhos mais moles. Eu gosto das duas versões, então use o que tiver na cozinha. Você pode usar os temperos que quiser pra variar os sabores dos seus bifinhos: curry em pó, ervas secas ou frescas, cebolinha picada, páprica defumada (não tudo ao mesmo tempo, claro)…

1 cebola, picada

3 dentes de alho, picados

2 tomates

3 x de batata doce cozida e amassada (com um garfo)

2cs de linhaça moída (pode substituir por 1/2x de inhame ralado CRU)

Sal e pimenta do reino a gosto

3cs de azeite, mais pra assar

Aqueça o azeite e doure a cebola. Junte o alho e cozinhe mais alguns segundos. Acrescente o tomate e deixe cozinhar até ele se desfazer.

Miture a batata doce amassada com os legumes refogados e o resto dos ingredientes. Com as mãos, forme bolinhas médias e achate ligeiramente pra dar a forma de um mini-burguer.

Aqueça um fio de azeite e doure os bifinhos, alguns minutos de cada lado. Você também assar tudo no forno, regado com um fio de azeite.

Rende 6 porções (o número de bolinhos vai depender do tamanho, mas é suficiente pra 6 pessoas, como acompanhamento).

Quando eu era adolescente minha irmã caçula, que tem dois anos e meio a menos que eu, começou a fazer bolo. Depois de alguns (poucos) bolos ruins, ela ficou craque na arte da confeitaria caseira e passou a ser a boleira oficial da família. Lu tem a mão boa pra bolo e sempre gostou de doces, então era uma atividade perfeita pra ela. Anos depois ela resolveu levar a paixão a sério, fez um curso de confeitaria em uma escola de gastronomia em Natal e passou a fazer sobremesas mais sofisticadas nas reuniões familiares.

Mas de volta à nossa adolescência, era ela e seus bolos simples que faziam a alegria da casa. Minha mãe nunca fez um bolo na vida. Minha avó também não, então as memórias de “bolo da casa da avó/mãe” que a maioria das pessoas tem nunca fizeram parte da minha coleção de memórias gastro-afetivas. Tudo bem, eu nunca gostei de bolo. Mas tinha um bolo que Lu fazia e que era a minha referência de felicidade no prato, acompanhado de um cafezinho à tarde. O bolo de laranja com cobertura de chocolate amargo dela era não só o meu preferido, como o único que eu gostava.

Depois de ter me tornado vegana aquele bolo passou a ser só uma lembrança feliz. Eu poderia ter tentado fazer o danado sem nada de origem animal, teria sido fácil veganizar a receita. Mas o bolo era de Lu e só era gostoso porque ela que preparava com todo carinho pra mim.

Até que esse ano, durante a visita (quase sempre) anual à minha família, fui presenteada com uma Lu vegana, que tinha passado a fazer todos os seus bolos sem ingredientes de origem animal. E como ela é uma alma muito boa e uma irmã maravilhosa,  se apressou de fazer o bolo de laranja que eu tanto gostava. Em uma mordida viajei de volta à adolescência.  Lu fazendo os melhores bolos de todos, fofíssimos e perfumados, a família toda pedindo os bolos dela, o meu bolo preferido de volta e minha irmã caçula me fazendo agrado comestível. Proust tinha a madeleine, eu tenho o bolo de Lu.

 

Durante a turnê que fiz pelo Brasil em agosto fiz questão de compartilhar a receita desse bolo nas oficinas que realizei. E o sucesso foi imenso. Então depois de prometer publicar a receita aqui, pra quem não pode participar das oficinas, vim  cumprir a promessa.

Sobre o bolo: ele é extremamente fofo e muito perfumado. É isso que faz o bolo ser especial, por isso não reduza a quantidade de fermento nem a de raspas de laranja (só tomar cuidado pra não raspar a parte branca da laranja, que amarga e não perfuma). Bolo vegano nem sempre precisa de um ingrediente especial (linhaça, chia…) pra substituir os ovos. Nesse caso, bastou aumentar a quantidade de fermento e usar um pouquinho de bicarbonato de sódio pra garantir a leveza e maciez do bolo. A receita da calda pode deixar algumas leitoras se perguntando se vale a pena fazer algo tão simples, mas confie. Fica uma delícia, equilibra o doce do bolo e chocolate com laranja é uma combinação das deusas. Eu chamo de “ganache pobre” porque dá pra fazer com ingredientes baratos que todo mundo tem na cozinha. Certo, o leite de coco talvez não seja presença garantida na sua cozinha, mas devia ser.

Lu continua fazendo sucesso com os seus bolos. No início a família achou que, por ter se tornado vegana, seus bolos não seriam mais tão bons quanto antes. Ledo engano! Ela até fez o bolo de casamento (vegano, claro) do nosso irmão do meio e todo mundo adorou.

 

Bolo de laranja de Lu

Essa receita faz um bolo bem pequeno, o que acho ideal pra um lanche da tarde se sua casa não tiver mais de 6 pessoas. Se quiser fazer um bolo maior, como o da foto, é só dobrar as quantidades. Mas nesse caso aconselho que você use uma forma retangular baixa, pois como esse bolo é super fofo é melhor que a massa não fique muito alta (o que aconteceria numa forma daquelas com furo no meio). Se a massa estiver alta o bolo pode crescer e colapsar, já que a massa é bem levinha. Se você é nova por aqui e não conhece as medidas que uso, lá vai: x = xícara, cs = colher de sopa, cc = colher de chá

1x de suco de laranja (raspe antes de espremer, lembre de parar de raspar antes de chegar na parte branca- ela amarga)

1x de açúcar (comum ou demerara)

1/3 x de óleo vegetal (qualquer um, até um azeite suave – se quiser ostentar)

1cs de raspas de laranja (raspas de 2-3 laranjas, dependendo do tamanho)

2x de farinha de trigo

1 1/2 cs de fermento

1/2cc de bicarbonato de sódio (peneire antes se estiver empedrado)

 

Ligue o forno em temperatura média (220 graus) e deixe aquecendo enquanto você prepara a massa.

Unte uma forma pequena (pode ser aquelas com furo no meio ou uma retangular, baixinha) com óleo e farinha. Reserve.

Você vai precisar de duas tigelas, um batedor manual, uma espátula, xícaras e colheres medidoras (medida padrão). Na primeira tigela, misture os quatro primeiros ingredientes. Na segunda tigela, misture os três últimos ingredientes. Despeje o conteúdo da primeira tijela (líquido) sobre o conteúdo da segunda (farinha) e misture delicadamente. Começo misturando com o batedor, depois termino com uma espátula. O bicarbonato vai reagir imediatamente com o suco de laranja (ácido) e a massa vai ficar muito aerada, cheia de bolhinhas de ar, por isso não mexa demais pro ar não escapar.

Despeje a massa na forma untada/enfarinhada e leve ao forno pré-aquecido até passar no teste da faca (enfie uma faca fininha no centro do bolo, se sair limpa, está pronto). Aqui em casa leva 18-20 minutos, mas isso vai depender do seu forno, então fique de olho, principalmente se o seu forno for bem quente. Obviamente esse tempo vai ser maior se estiver fazendo uma receita dobrada. Importante: NÃO abra o forno durante os primeiros 15 minutos, senão o bolo pode solar.

Retire do forno e deixe esfriar um pouco antes de desenformar. Cubra com a calda (receita abaixo). Rende umas 6 porções comportadas, pra acompanhar o café da tarde.

 

Calda de chocolate pra bolo

Essa quantidade de calda é suficiente pra cobrir um bolo pequeno (receita acima), sem exageros. Dobre a receita se quiser muita calda no seu bolo (ou se estiver fazendo um bolo maior). O leite de coco caseiro é ideal aqui, pois o sabor é suave e a gordura do coco vai deixar sua calda com o sabor (delicado, sem gosto de coco) e textura (cremosa) ideias. Se leite de coco fresco não for possível, tente uma cobertura alternativa: derreta 80g de chocolate sem leite no banho-maria junto com 2-3 cs de outro leite vegetal. Mas não deixe de testar essa receita um dia.

1x de leite de coco caseiro, receita aqui (não use leite de coco industrializado!)

1cs de cacau em pó 100% (sem açúcar)

2-3cs de açúcar (fica a seu gosto, uso 1cs porque gosto da calda bem amarga)

1/2cc de amido de milho

Com o batedor, misture todos os ingredientes em uma panela pequena e leve ao fogo médio. Quando ferver, baixe o fogo e deixe cozinhar, mexendo com frequência (mas não o tempo todo) com uma colher de pau, até apurar e ficar com a consistência de uma calda espessa (ela engrossa mais depois de fria). Leva uns 15 minutos contando a partir do momento que começar a ferver. Deixe esfriar um pouco e espalhe sobre o bolo morno.