Poucos dias antes da eleição, não sei nem como começar esse post. Estamos com medo, muito medo, mas não podemos deixar o medo ditar em quem votaremos. Principalmente no primeiro turno, já que no segundo as chances de ter que votar em uma/um candidata/o que não escolhemos é muito maior. Eu sei que tá puxado, mas vamos parar por algumas horas, colocar Terral, de Ednardo, pra tocar (sempre me acalma) e fazer bifinhos de batata doce.

Essa receita tem uma história explicando o nome. Geralmente não uso nomes carnistas pra definir minhas criações culinárias, porque não acho necessário. Quando criei essa receita, em 2016, chamei de “bolinhos de batata doce”. Na visita ao Brasil desse ano fiz os bolinhos várias vezes, porque minha família adora e porque batata doce é um dos vegetais mais baratos e fáceis de encontrar por aqui. E um dia que eles tinham aparecido no cardápio do almoço, uma senhora chamou no portão de casa no início da tarde. Minha irmã do meio foi atender e a senhora explicou que tinha vindo de longe com a filha pra vender suas vassouras de porta em porta, mas que hoje não tinha vendido nada. Elas vinham a pé da bairro onde moravam, pra economizar o dinheiro do ônibus, e estavam com muita fome. Perguntaram se nós venderíamos duas quentinhas pra elas. Minha irmã disse que não vendíamos quentinhas, mas que ofereceríamos o almoço das duas. Ela voltou pra cozinha e preparou dois pratos com feijão, arroz, os bolinhos de batata doce e alguma verdura refogada. Quando vi os pratos falei pra minha irmã: “Elas vão achar que não colocamos carne no prato porque é caridade, porque não queremos dar algo ’nobre’ pra elas. Diga que aqui na casa todas somos vegetarianas.” Fiquei imaginando se as duas iam gostar dessa tal de comida vegetariana, mas não demorou muito pra minha irmã me procurar dizendo que a senhora queria falar com a cozinheira. Quando cheguei na calçada as duas, a senhora e a filha, estavam sentadas contra o muro, então me sentei ao lado delas e me apresentei.

-Foi você que cozinhou?

-Eu mesma, respondi.

-Minha filha, que bifinhos deliciosos são esses?

Abri um sorriso e expliquei que eram bolinhos de batata doce com linhaça e ela pediu a receita, explicando que tinha sido uma das coisas mais gostosas que ela já tinha comido. Compartilhei a receita com ela, que depois me pediu pra explicar por que eu era vegetariana. Quando ouviu minha explicação ela respondeu, muito séria: “Você tá certa. Todos os animais são criatura de Deus.”

Eu pensei que seria julgada por não ter oferecido carne, só porque era uma pessoa de um meio mais humilde que o meu, e levei um tapa de tolerância e compaixão na cara. Às vezes preciso disso.

A senhora, que se chama Siara, voltou à minha casa mais uma vez pra se despedir de mim, pois contei que não morava aqui e estava em Natal de passagem. Perguntei se ela tinha feito os “bifinhos” em casa e ela respondeu que sim, várias vezes, e que as pessoas costumavam dizer “Não tem carne? Não deve ser bom!”, mas que depois de provar todo mundo adorava e ela fazia questão de dizer: “Não, não vou te dar mais um porque você tava dizendo que ia ficar ruim. Deixe pra mim que sei apreciar.” Então, porque sempre penso em Siara quando faço essa receita, passei a chamar os bolinhos de “bifinhos”, como ela faz.

Sei que meus bifinhos de batata doce não vão trazer um projeto político popular pro nosso país, mas vai te dar forças pra lutar por ele. Porque lutar, devemos! Independente do resultado das eleições.

E antes de compartilhar a receita, um aviso importante. Os tours político-ativista-vegano-feministas na Palestina em 2019 foram confirmados e ano que vem serão três grupos. O primeiro grupo será do dia 4 ao 11 de fevereiro, o segundo do dia 18 a 25 de fevereiro e o terceiro do dia 11 a 18 de março. Mais informações e inscrições por email: tourspalestina@gmail.com E leiam mais sobre os tours (e vejam muitas fotos) seguindo os links na página “Tour político-ativista-vegano Palestina”.

 

Bifinho de batata doce

Faço essa receita de duas maneiras. Com linhaça moída, ou com inhame cru ralado fino. Ambos servem pra dar liga, mas a textura final é ligeiramente diferente. A versão com linhaça fica mais firme, enquanto o inhame deixa os bifinhos mais moles. Eu gosto das duas versões, então use o que tiver na cozinha. Você pode usar os temperos que quiser pra variar os sabores dos seus bifinhos: curry em pó, ervas secas ou frescas, cebolinha picada, páprica defumada (não tudo ao mesmo tempo, claro)…

1 cebola, picada

3 dentes de alho, picados

2 tomates

3 x de batata doce cozida e amassada (com um garfo)

2cs de linhaça moída (pode substituir por 1/2x de inhame ralado CRU)

Sal e pimenta do reino a gosto

3cs de azeite, mais pra assar

Aqueça o azeite e doure a cebola. Junte o alho e cozinhe mais alguns segundos. Acrescente o tomate e deixe cozinhar até ele se desfazer.

Miture a batata doce amassada com os legumes refogados e o resto dos ingredientes. Com as mãos, forme bolinhas médias e achate ligeiramente pra dar a forma de um mini-burguer.

Aqueça um fio de azeite e doure os bifinhos, alguns minutos de cada lado. Você também assar tudo no forno, regado com um fio de azeite.

Rende 6 porções (o número de bolinhos vai depender do tamanho, mas é suficiente pra 6 pessoas, como acompanhamento).

Quando eu era adolescente minha irmã caçula, que tem dois anos e meio a menos que eu, começou a fazer bolo. Depois de alguns (poucos) bolos ruins, ela ficou craque na arte da confeitaria caseira e passou a ser a boleira oficial da família. Lu tem a mão boa pra bolo e sempre gostou de doces, então era uma atividade perfeita pra ela. Anos depois ela resolveu levar a paixão a sério, fez um curso de confeitaria em uma escola de gastronomia em Natal e passou a fazer sobremesas mais sofisticadas nas reuniões familiares.

Mas de volta à nossa adolescência, era ela e seus bolos simples que faziam a alegria da casa. Minha mãe nunca fez um bolo na vida. Minha avó também não, então as memórias de “bolo da casa da avó/mãe” que a maioria das pessoas tem nunca fizeram parte da minha coleção de memórias gastro-afetivas. Tudo bem, eu nunca gostei de bolo. Mas tinha um bolo que Lu fazia e que era a minha referência de felicidade no prato, acompanhado de um cafezinho à tarde. O bolo de laranja com cobertura de chocolate amargo dela era não só o meu preferido, como o único que eu gostava.

Depois de ter me tornado vegana aquele bolo passou a ser só uma lembrança feliz. Eu poderia ter tentado fazer o danado sem nada de origem animal, teria sido fácil veganizar a receita. Mas o bolo era de Lu e só era gostoso porque ela que preparava com todo carinho pra mim.

Até que esse ano, durante a visita (quase sempre) anual à minha família, fui presenteada com uma Lu vegana, que tinha passado a fazer todos os seus bolos sem ingredientes de origem animal. E como ela é uma alma muito boa e uma irmã maravilhosa,  se apressou de fazer o bolo de laranja que eu tanto gostava. Em uma mordida viajei de volta à adolescência.  Lu fazendo os melhores bolos de todos, fofíssimos e perfumados, a família toda pedindo os bolos dela, o meu bolo preferido de volta e minha irmã caçula me fazendo agrado comestível. Proust tinha a madeleine, eu tenho o bolo de Lu.

 

Durante a turnê que fiz pelo Brasil em agosto fiz questão de compartilhar a receita desse bolo nas oficinas que realizei. E o sucesso foi imenso. Então depois de prometer publicar a receita aqui, pra quem não pode participar das oficinas, vim  cumprir a promessa.

Sobre o bolo: ele é extremamente fofo e muito perfumado. É isso que faz o bolo ser especial, por isso não reduza a quantidade de fermento nem a de raspas de laranja (só tomar cuidado pra não raspar a parte branca da laranja, que amarga e não perfuma). Bolo vegano nem sempre precisa de um ingrediente especial (linhaça, chia…) pra substituir os ovos. Nesse caso, bastou aumentar a quantidade de fermento e usar um pouquinho de bicarbonato de sódio pra garantir a leveza e maciez do bolo. A receita da calda pode deixar algumas leitoras se perguntando se vale a pena fazer algo tão simples, mas confie. Fica uma delícia, equilibra o doce do bolo e chocolate com laranja é uma combinação das deusas. Eu chamo de “ganache pobre” porque dá pra fazer com ingredientes baratos que todo mundo tem na cozinha. Certo, o leite de coco talvez não seja presença garantida na sua cozinha, mas devia ser.

Lu continua fazendo sucesso com os seus bolos. No início a família achou que, por ter se tornado vegana, seus bolos não seriam mais tão bons quanto antes. Ledo engano! Ela até fez o bolo de casamento (vegano, claro) do nosso irmão do meio e todo mundo adorou.

 

Bolo de laranja de Lu

Essa receita faz um bolo bem pequeno, o que acho ideal pra um lanche da tarde se sua casa não tiver mais de 6 pessoas. Se quiser fazer um bolo maior, como o da foto, é só dobrar as quantidades. Mas nesse caso aconselho que você use uma forma retangular baixa, pois como esse bolo é super fofo é melhor que a massa não fique muito alta (o que aconteceria numa forma daquelas com furo no meio). Se a massa estiver alta o bolo pode crescer e colapsar, já que a massa é bem levinha. Se você é nova por aqui e não conhece as medidas que uso, lá vai: x = xícara, cs = colher de sopa, cc = colher de chá

1x de suco de laranja (raspe antes de espremer, lembre de parar de raspar antes de chegar na parte branca- ela amarga)

1x de açúcar (comum ou demerara)

1/3 x de óleo vegetal (qualquer um, até um azeite suave – se quiser ostentar)

1cs de raspas de laranja (raspas de 2-3 laranjas, dependendo do tamanho)

2x de farinha de trigo

1 1/2 cs de fermento

1/2cc de bicarbonato de sódio (peneire antes se estiver empedrado)

 

Ligue o forno em temperatura média (220 graus) e deixe aquecendo enquanto você prepara a massa.

Unte uma forma pequena (pode ser aquelas com furo no meio ou uma retangular, baixinha) com óleo e farinha. Reserve.

Você vai precisar de duas tigelas, um batedor manual, uma espátula, xícaras e colheres medidoras (medida padrão). Na primeira tigela, misture os quatro primeiros ingredientes. Na segunda tigela, misture os três últimos ingredientes. Despeje o conteúdo da primeira tijela (líquido) sobre o conteúdo da segunda (farinha) e misture delicadamente. Começo misturando com o batedor, depois termino com uma espátula. O bicarbonato vai reagir imediatamente com o suco de laranja (ácido) e a massa vai ficar muito aerada, cheia de bolhinhas de ar, por isso não mexa demais pro ar não escapar.

Despeje a massa na forma untada/enfarinhada e leve ao forno pré-aquecido até passar no teste da faca (enfie uma faca fininha no centro do bolo, se sair limpa, está pronto). Aqui em casa leva 18-20 minutos, mas isso vai depender do seu forno, então fique de olho, principalmente se o seu forno for bem quente. Obviamente esse tempo vai ser maior se estiver fazendo uma receita dobrada. Importante: NÃO abra o forno durante os primeiros 15 minutos, senão o bolo pode solar.

Retire do forno e deixe esfriar um pouco antes de desenformar. Cubra com a calda (receita abaixo). Rende umas 6 porções comportadas, pra acompanhar o café da tarde.

 

Calda de chocolate pra bolo

Essa quantidade de calda é suficiente pra cobrir um bolo pequeno (receita acima), sem exageros. Dobre a receita se quiser muita calda no seu bolo (ou se estiver fazendo um bolo maior). O leite de coco caseiro é ideal aqui, pois o sabor é suave e a gordura do coco vai deixar sua calda com o sabor (delicado, sem gosto de coco) e textura (cremosa) ideias. Se leite de coco fresco não for possível, tente uma cobertura alternativa: derreta 80g de chocolate sem leite no banho-maria junto com 2-3 cs de outro leite vegetal. Mas não deixe de testar essa receita um dia.

1x de leite de coco caseiro, receita aqui (não use leite de coco industrializado!)

1cs de cacau em pó 100% (sem açúcar)

2-3cs de açúcar (fica a seu gosto, uso 1cs porque gosto da calda bem amarga)

1/2cc de amido de milho

Com o batedor, misture todos os ingredientes em uma panela pequena e leve ao fogo médio. Quando ferver, baixe o fogo e deixe cozinhar, mexendo com frequência (mas não o tempo todo) com uma colher de pau, até apurar e ficar com a consistência de uma calda espessa (ela engrossa mais depois de fria). Leva uns 15 minutos contando a partir do momento que começar a ferver. Deixe esfriar um pouco e espalhe sobre o bolo morno.

Nunca tinha ficado tanto tempo ser aparecer por aqui. Seis meses! Tanta coisa aconteceu desde o post sobre veganwashing em janeiro que nem sei por onde começar. Vou fazer um resumo dos últimos meses.

Saí de Berlim em fevereiro. Voltei pra Palestina. Tive o prazer de guiar mais dois grupos no tour político-vegano na Palestina (vai ter mais em 2018, aguardem!) e conheci pessoas maravilhosas, como acontece todos os anos. Teve o primeiro congresso sobre direitos animais e humanos na Palestina, organizado pela PAL (Palestinian Animal League). Depois fui pra Paris e realizei um projeto novo: tours veganos gastronômicos na cidade luz. Foram dois grupos e a viagem, como era de se esperar, foi deliciosa. Logo depois vim pro Brasil e cá estou há um mês e meio.

Como sempre que estou em Pindorama, não vim só comer tapioca e tomar leite de coco. O motivo principal de voltar aqui todos os anos é ver a minha família, claro (além de comer tapioca e tomar leite de coco, como já confessei).  Mas procuro reservar uma parte do meu tempo aqui pra dar palestras sobre veganismo, direitos animais e humanos, Palestina, justiça social e de como isso tudo está conectado. Esse ano eu vim com um projeto que carrego no peito há algum tempo. Todos esses anos fora do Brasil (já vivi quase tanto tempo lá fora do que vivi aqui dentro) me fazem sentir desconectada da militância nacional. Então em agosto eu caio na estrada e vou encontrar as pessoas que eu vinha admirando de longe, do lado de cá das telas. Quero ver a cara do movimento vegano no resto do país, trocar ideias, rever amigas, dar palestras e articular a revolução. Porque se não for pra destruir o patriarcado, o carnismo, o capitalismo, o racismo, o colonialismo… eu nem saio da cama.  Vai ser quase um mês de viagem e quando eu tiver as datas certas em cada cidade, volto aqui pra avisar.

E pra não deixar esse blog sem receita nova (nem lembro quando postei a última), vou compartilhar com vocês a receita de quiabo que conquistou minha família.

Tem quem goste da baba do quiabo. Direito seu. Mas tem quem não goste de quiabo justamente por causa da baba. O que é uma pena, pois esse legume é delicioso. Na Palestina tem uma folha escura, mulahyia, que sofre do mesmo problema do quiabo: uns amam porque tem baba, outros detestam por causa da baba. Eu não gostava, até que uma amiga palestina me explicou que preparando com tomate e um pouco de limão, a mulahyia ficava sem baba. O segredo era a acidez desses dois ingredientes, que fazia a baba desaparecer. Imediatamente pensei no quiabo. Será que funcionaria com ele também?

Testei e tenho a felicidade de dizer que sim. Vou repetir. Se quiabo babento é a sua praia, sinta-se livre pra ignorar essa receita e seguir preparando esse vegetal como você gosta. Ninguém é obrigada a fazer minha receita sem baba. Beleza? Beleza. Tô insistindo nesse ponto porque sei que tem as apaixonadas por essa característica peculiar do quiabo e já escutei gente indignada dizendo que se não tiver baba, não é nem pra chamar de quiabo. E teve o senhor na feira que disse que dava dinheiro pra esposa preparar o quiabo com o máximo de baba possível.

Tem poucas coisas comestíveis no reino vegetal que eu não aprecio. O único sabor que eu não gosto é anis e a única coisa que realmente me repele na comida é a textura babenta. Então estou muito satisfeita com a minha receita, porque acho o sabor do quiabo maravilhoso. E preparado assim, ele fica ainda mais saboroso. Agora que sei como fazer quiabo (quase) sem baba, ele se tornou um dos meus vegetais preferidos no mundo.

O segredo do quiabo (quase) sem baba

Primeiro, aqui vai uma dica pra escolher quiabos: prefira os pequenos e jovens. Quanto mais jovem, mais saboroso e tenro. Grandes e maduros, eles ficam duros e estão mais pra madeira do que pra verdura. Eu compro quiabo na unidade (que varia muito de tamanho), então fica difícil indicar o peso desse ingrediente na receita. Mas se sua mão for  pequena, como a minha, eu diria pra usar uns 4 punhados grandes de quiabo inteiro, ou o equivalente a umas 6 xícaras de quiabo picado.

4 punhados grandes de quiabos jovens (leia as explicações acima)

1 cebola, picada

2-4 dentes de alho, picados

2-3 tomates (dependendo do tamanho), picados

Azeite

Sal e pimenta a gosto

Gotas de limão

Um punhado de coentro fresco, picado (opcional)

 

Lave e corte os quiabos em rodelas finas levemente diagonais. A baba do quiabo já vai começar a soltar aqui, mas não se preocupe que ela desaparece depois.

Em um tacho grande (ou a maior frigideira que você tiver) aqueça um fio de azeite, jogue uma parte do quiabo e tempere com um pouco de sal. Coloque só o suficiente pra cobrir o fundo do tacho, não coloque muito de uma vez senão o quiabo vai cozinhar no vapor. A ideia é grelhar o quiabo no calor forte (fogo alto), mexendo de vez em quando, até ficar ligeiramente chamuscado, o que realça muito o sabor. Transfira o quiabo grelhado pra um recipiente de vidro e reserve. Repita a operação com o resto do quiabo, lembrando de sempre colocar mais azeite no tacho antes de jogar o quiabo e de temperar cada porção com sal. Dependendo do tamanho do seu tacho/frigideira, você terá que fazer isso em 3-4 vezes. Pode fazer isso numa chapa bem quente também.

Aqueça mais um fio de azeite no tacho (agora vazio) e cozinhe a cebola por alguns minutos, até ficar dourada. Junte o alho e cozinhe mais alguns segundos. Coloque o quiabo grelhado de volta no tacho, o tomate e mais uma pitada de sal. Cozinhe até o tomate começar a se desfazer. Pingue gotas de limão (uso menos do que uma metade de limão pequeno), tempere com pimenta do reino a gosto, prove e corrija o sal. A acidez do tomate e do limão vai fazer a baba do quiabo desaparecer quase por completo. Ainda fica um pouco liguento, mas bem mais discreto e saboroso do que a versão “baba integral”. Depois que desligar o fogo junte o coentro picado, se estiver usando.

Rende 4-6 porções como acompanhamento.