A Palestina em versão comestível

pasta azeitona amêndoa

Meses atrás comprei um potinho de pasta de azeitona e amêndoa em uma mercearia perto de casa. Eu não compro praticamente nenhuma comida industrializada, com exceção de macarrão e chocolate, mas além de ser um produto natural (só tinha três ingredientes: azeitonas verdes, amêndoas e azeite) a pasta é produzida por uma pequena empresa palestina que só trabalha com ingredientes tradicionais, locais e orgânicos. A economia palestina pena pra existir sob ocupação, então acho importante incentivar esse tipo de projeto.  No fundo comprei pensando em fazer uma boa ação, mas chegando em casa descobri que a pasta era uma delícia. O conteúdo do potinho desapareceu em tempo recorde e como esse tipo de produto é muito caro pra entrar no meu orçamento semanal, tratei logo de fazer uma versão da pasta na minha cozinha.

amêndoas tostadas

O que eu mais gosto nessa pasta é que ela combina os alimentos mais emblemáticos da Palestina: azeitona, amêndoa, azeite e uva (passa). Como eu tinha uma garrafinha de vinagre de figo (outro alimento típico daqui) feita pelas mãos de fada da minha amiga Draguitsa, essa receita virou uma homenagem à Palestina.  Sei que já publiquei uma receita parecida aqui no blog, a tapenade francesa. Mas embora o ingrediente principal dessa pasta seja o mesmo, a adição de amêndoas tostadas transforma o que já era bom em algo inesquecível. As passas acrescentam uma agradável nota doce, que realça o salgado das azeitonas, e o vinagre equilibra os sabores. Talvez a aparência dessa pasta não seja muito atraente, mas garanto que essa receita é uma pérola!

azeitona preta

Depois de falar da colheita de azeitonas e de como elas se transformam em azeite, acho que esse é o momento ideal pra dividir essa delícia com vocês. Já que eu não posso trazer meus leitores pra cá (eu adoraria!) e mostrar os campos de oliveiras centenárias, as amendoeiras em flor e as vinhas carregadas de uvas, coloquei tudo isso dentro de uma receita que, se degustada com os olhos fechados, vai transportar vocês pra Palestina.

 pasta azeitona amêndoa2

Pasta de azeitona preta e amêndoa

Assim como na receita de tapenade, aconselho usar as melhores azeitonas que você encontrar, idealmente as do tipo italianas ou gregas, conservadas no azeite e não muito salgadas. Azeitona de lata tem um sabor tão medíocre que estragaria a receita. Essa pasta é igualmente deliciosa com azeitonas verdes (também de qualidade superior).

2x azeitonas pretas (leia acima)

1x de amêndoas inteiras (com a pele)

2cs de passas

2cs de azeite

1cs de vinagre de sidra (usei vinagre de figo)

Pimenta do reino a gosto

Toste as amêndoas em uma frigideira seca, até começarem a rachar (elas fazem um barulho estalado quando racham).  Mexa algumas vezes durante o processo pras amêndoas tostarem dos dois lados. Deixe esfriar e, usando uma faca grande e afiada, pique grosseiramente. Retire os caroços das azeitonas e pique grosseiramente. Em um processador ou liquidificador, coloque todos os ingredientes e pulse algumas vezes, parando o motor e mexendo a pasta com uma colher. O ideal é obter pedacinhos bem miúdos, não uma pasta cremosa. Alguns pedaços maiores (principalmente de amêndoas) são bem vindos. Prove e acrescente um pouco mais de vinagre, se achar que precisa de mais um toque de acidez (o equilíbrio de sabores salgado/doce/ácido deve ser harmonioso, então cuidado pra não exagerar). Rende aproximadamente 2 1/2x. Essa pasta se conserva (em pote de vidro bem fechado) algumas semanas na geladeira.

Parece estranho, mas é delicioso

Ajo blanco

Alguns meses atrás publiquei minha receita de gazpacho e ela provocou curiosidade em alguns e estranheza em outros. Sopa gelada ainda é um conceito bizarro no nosso país, o que, como disse minha irmã nos comentários, é surpreendente tendo em vista o calorão que faz na nossa terra. Eu cresci em Natal, onde é verão o ano inteiro, e mesmo nos dias mais quentes tomar um prato de sopa fumegante parecia algo absolutamente natural, afinal sopa é algo que se come quente, certo? Eu também achava, mas graças ao meu amado gazpacho o mundo das sopas geladas me parece hoje muito atraente e tenho certeza que depois de passada a estranheza das primeiras colheradas os céticos concordarão comigo.

A receita de hoje também vem da Andaluzia e dizem que é uma versão primitiva do gazpacho. Por isso esse “ajo blanco” é conhecido como gazpacho branco, mas tirando a temperatura em que os dois são servidos eles não têm nada em comum. Enquanto o gazpacho é feito com tomates, o ajo blanco transforma amêndoas, pão e azeite em algo absurdamente cremoso e aveludado. Ao provar essa sopa é difícil acreditar que não tem creme nos ingredientes. O sabor do alho é suave e só aparece pra realçar a mistura e o toque de vinagre equilibra tudo. Mas o mais impressionante é que ele é servido com uvas brancas e o contraste entre a sopa perfeitamente temperada e o doce das uvas é incrível. Parece uma mistura maluca, mas confie em mim: ela foi criada por um gênio das panelas. E eu falei que essa sopa é absurdamente cremosa? Vou falar mais uma vez: absurdamente cremosa e deliciosa. Seria uma pena deixar o preconceito com as sopas geladas te afastar dessa pérola da culinária espanhola.

E antes de dividir a receita, gostaria de apresentar o mais novo membro da família.

Conheçam o gatinho que ainda não tem nome. Anne encontrou esse filhote embaixo de um carro, perto da nossa rua. Ele estava ferido e faminto e nem se movia mais. Anne chegou em casa e disse “Eu vi um gatinho… pequenininho assim…acho que ele está morrendo… pobre gatinho…” E ficou esperando minha reação. Eu disse: “Vá buscar o gatinho” e ela saiu nas carreiras e voltou minutos depois com essa coisinha fofa no colo. Bastou dois dias de cuidados, comida e carinho pro gatinho se transformar. Agora ele sobe em tudo, pula em todos e quer afago o tempo todo.

 

Ajo Blanco

Essa é a minha versão do ajo blanco espanhol, usando os ingredientes tradicionais, mas adaptando as medidas aos meus gostos. Um bom liquidificador (potente) é indispensável pra realizar essa receita com sucesso, já que você precisa transformar amêndoas inteiras em creme. A qualidade do pão também está diretamente ligada à qualidade do produto final, então compre o melhor pão que puder (branco mas rústico, do tipo italiano). Parece mais lógico usar amêndoas sem pele (pra evitar o trabalho de descascá-las) e em pedaços (já que tudo será triturado no fim) mas: 1-graças ao método explicado abaixo, descascar as amêndoas é facílimo e não leva mais de 5 minutos e 2- o sabor é realmente melhor e mais fresco quando usamos amêndoas inteiras com pele.

1/2x de amêndoas inteiras

2x de pão branco de ótima qualidade (de preferência ciabatta ou outro pão rústico italiano)

1 dente de alho pequeno

3cs de azeite

1 1/2cs de vinagre de sidra

1/3cc de sal (ou a gosto)

2x de água gelada

uvas brancas pra servir (geladas)

Cubra as amêndoas com água e leve ao fogo. Quando começar a ferver, conte até 10 e desligue. Escorra as amêndoas, jogue um pouco de água fria por cima e retire a pele. A técnica é simples: segure a amêndoa na parte mais larga,  entre o polegar e o indicador da mão esquerda , com o polegar e o indicador da mão direita quebre a pontinha da amêndoa e puxe a pele pra baixo, que sairá com facilidade (troque as mãos se for canhoto, claro). Repita a operação com todas as amêndoas e reserve. Molhe o pão com um pouco de água. Coloque as amêndoas descascadas, o pão (retire o excesso de água espremendo com as mãos), o alho, o vinagre, o sal e 1x de água gelada no liquidificador e triture tudo. Quando estiver homogêneo (talvez leve alguns minutos) junte mais 1x de água gelada e despeje o azeite em fio, com o liquidificador funcionando. A sopa deve ficar bem lisa e cremosa, então dependendo da potência do seu liquidificador você terá que ser paciente. Transfira a sopa pra um recipiente com tampa e deixe na geladeira por 2 horas, ou até ficar bem gelada. Na hora de servir corte as uvas (também geladas) ao meio, retire as sementes e disponha uma dose generosa de uvas sobre cada porção de sopa (elas vão afundar, mas não tem problema). Por ser uma receita muito rica e cremosa, gosto de servir porções bem pequenas (em copinhos, como na foto). Rende aproximadamente 750ml, o que significa de 6 a 8 porções como entrada/aperitivo (depende do tamanho dos seus copinhos).

Eu uso o pão tradicional palestino (“tabun” em Árabe) nessa receita. Ele é assado em um forno de pedra, feito com uma mistura de farinha branca e integral (de verdade), é crocante nas bordas e macio no meio e tem um sabor delicioso. Pena que seja cada vez mais difícil encontrar esse pão por aqui.

Depois do vídeo, a receita

Gnocchi com tomate cereja e molho de manjericão e amêndoas

Muito obrigada a todos que deixaram comentários no post anterior dizendo que tinham apreciado o vídeo. O entusiasmo de vocês me comoveu muito. Ainda não posso garantir nada, mas acho que outros vídeos virão.

Como prometido, aqui vai a receita dos gnocchi em versão escrita. Quando filmei a receita estava nervosa e acabei falando bobagem. Aproveito então pra fazer as devidas correções. Por favor, amassem as batatas quentes. De tanto refilmar a cena onde amasso as danadas das batatas (por alguma razão misteriosa, meu cérebro empacou e eu não sabia mais como falar a palavra “batata”), elas esfriaram e acho que isso acabou me confundindo. Amassem a polpa da batata quando ela ainda estiver bem quente, depois esperem esfriar completamente antes de juntar a farinha. Minha adorável irmã mais velha me mandou um email dizendo “Adorei o vídeo mas acho que seus gnocchi ficaram salgados”. Ela tinha razão: enchi demais as colherinhas de sal. Já tentaram cozinhar na frente de uma câmera? É estressante, amigos! O gnocco (singular de gnocchi) sozinho ficou salgadinho, mas misturado com o tomate cereja, que estava super doce, e o molho ficou perfeito. Mas cada um salgue a massa de acordo com suas preferências (pro meu grande espanto Anne quis colocar mais sal no seu prato, mas eu não deixei). Minha irmã também disse: “Você meteu o dedo dentro do molho duas vezes e lambeu. Quando virar Ofélia acho bom não fazer isso” , mas minha irmã nem sempre tem razão.

A fantástica fábrica de gnocchi

Gnocchi com tomate cereja e molho de manjericão e amêndoas

Pra ver o vídeo dessa receita clique aqui.

Gnocchi

2kg de batata

1 1/2x de farinha de trigo, mais pra polvilhar

2cc de sal, ou a gosto

Molho

2x de manjericão fresco

1/2x de amêndoas

1/2x de água

6cs de azeite

sal e pimenta do reino a gosto

Pra servir

Tomates cereja, cortados ao meio

Lave as batatas e faça alguns furinhos na casca com a ponta de uma faca. Asse (diretamente sobre a grelha do forno) em fogo alto até ficar bem macia. Teste enfiando uma faca na batata: se entrar sem resistência está pronto. Corte uma batata assada ao meio e, usando uma colher, raspe a polpa e coloque dentro de uma vasília grande. Repita a operação com as outras batatas. É importante fazer isso enquanto as batatas ainda estiverem bem quentes, pois assim será mais fácil retirar a polpa e o purê ficará mais leve. Se achar pedaços de batata inteiros no purê amasse com um garfo. Deixe o purê esfriar completamente. Quando estiver frio, junte o sal e a farinha aos poucos, amassando bem com as mãos. Quando toda a farinha tiver sido incorporada forme os gnocchi como mostrado no vídeo. Cozinhe os gnocchi na água, ou prepare-os na frigideira (veja no vídeo). Pra manter os gnocchi aquecidos enquanto você prepara os outros, coloque-os em uma travessa e transfira pro forno bem baixo (cuidado pra não queimar). Se seu forno for potente, é mais prudente pré aquecê-lo durante alguns minutos e desligar antes de colocar os gnocchi.

Pra fazer o molho, bata todos os ingredientes, menos o azeite, no liquidificador até ficar bem triturado. Com o motor ligado, despeje o azeite em fio. O molho deve ter uma consistência cremosa mas um pouco líquida. Junte um pouco mais de azeite, se necessário. Prove e corrija o tempeiro.

Sirva os gnocchi acompanhados de tomate cereja e do molho (em um prato ou em palitos).

 

Vinte e nove

Torta de maçã (a melhor de todas)

Dizem que os ciclos dos planetas têm uma influência na nossa vida. Saturno leva vinte nove anos pra dar uma volta completa ao redor do sol. Quando alguém completa vinte nove anos acontece o famoso “retorno de Saturno”, a primeira grande crise da vida adulta. É quando começam aquelas cobranças do estilo “Já conseguiu um diploma?”, “Já comprou uma casa?”, “Já casou?”, etc.  É quando as pessoas sentem aquela vontade urgente de mudar de vida. Meu vigésimo nono aniversário aconteceu algumas semanas atrás. Um belo dia de novembro acordei e tinha vinte nove anos. Olhei ao redor e esperei a crise.  Felizmente, ao fazer a análise desses vinte nove anos de existência, o saldo foi positivo. Realisei o grande sonho da minha vida, que era fazer faculdade no exterior. Descobri o que realmente quero fazer da vida e joguei fora o diploma da faculdade. Visitei vários países. Matei meu pai (foi Freud que mandou e é no sentido figurado) e perdoei minha mãe por não ter sido a mãe que eu sonhei em ter (quanto a me perdoar por não ser a filha que ela sonhou em ter, essa será minha missão durante os próximos vinte e nove anos). Fiz as pazes com meu corpo. Encontrei o amor da minha vida e tratei logo de casar com ela pra não perdê-la de vista. Não tenho casa, nem carro, nem sequer cartão de crédito e tudo que possuo cabe em uma mala (tirando minha vaquinha Macabéa), mas se engana quem pensa que isso me preocupa. Achei o meu lugar no mundo e sou muito feliz.

Porém me senti na obrigação de mudar alguma coisa na minha vida, em consideração a Saturno. Então decidi que não faria bolo de aniversário. Acho um absurdo ingerir aquela quantidade imensa de farinha de trigo e açúcar quando se tem tanta coisa mais interessante pra comer. Então resolvi criar a torta dos meus sonhos pra comemorar a mudança de idade e o novo ciclo. Eu tinha em mente uma torta de estilo européia, não essas confecções submersas em leite condensado e creme de leite que os brasileiros têm o (péssimo) hábito de consumir. Eu queria uma massa fina e crocante, com o mínimo de farinha possível e com amêndoas. Queria bastante recheio e o recheio tinha que ser maçã porque sobremesas com frutas são as minhas preferidas. As maçãs tinham que ser flambadas no rum, pois nada como um pouquinho de álcool pra transformar uma sobremesa simples em algo especial. E ao invés de fazer uma torta grande, queria tortinhas individuais pois comer uma mini-torta é mais gostoso do que comer uma fatia de torta. Precisei de quatro tentativas pra chegar ao resultado que eu estava procurando (por isso só estou publicando a receita agora) mas consegui fazer a torta de maçã perfeita, a melhor que já comi.

Nunca mais quero bolo de aniversário, a partir de agora só quero essa torta.

Torta de maçã n°29

A receita é longa porque explico cada passo em detalhes, mas fazer essas tortinhas é super fácil. Se quiser uma sobremesa ultra especial, sirva com sorvete de baunilha vegano. Iogurte de soja de baunilha também é um ótimo acompanhamento.

Massa:

1x de amêndoas em pó (mais ou menos 3/4x de amêndoas inteiras)

2/3x de farinha de trigo

2cc rasas de açúcar demerara

2 pitadas de sal

½ cc de canela

4cs rasas de óleo de coco gelado

2cs de água gelada

farinha de trigo pra polvilhar

um pouco de leite de soja pra pincelar (opcional)

Recheio:

4 maçãs grandes (ou 6 pequenas)

suco de limão

1cs de  óleo de coco

1cs de açúcar demerara

2cs de rum

canela

Massa:

Se não encontrar amêndoas em pó, triture ¾ x de amêndoas inteiras no liquidificador até atingir a textura de areia fina. Se alguns pedaços ficarem inteiros, pique-os o mais finamente possível com uma faca afiada. Misture as amêndoas em pó com a farinha de trigo, o açúcar, o sal e a canela. Junte o óleo de coco gelado e misture com um garfo até a massa atingir um aspecto granulado. Junte 2cs de água gelada e mexa com um garfo até todos os ingredientes se misturarem, depois use as mãos e amasse ligeiramente até ficar homogêneo. Forme uma bola, envolva a massa com um pedaço de filme plástico e coloque no congelador enquanto prepara o recheio.

Recheio:

Descasque as maçãs (eu gosto de descascar metade das maçãs e deixar a outra metade com casca: é mais bonito e a textura fica mais interessante), corte cada maçã em quatro e regue com um pouco de suco de limão pra impedir que elas escureçam. Corte cada pedaço de maçã em fatias finas e regue com mais suco de limão, se preciso. Derreta o óleo de coco em uma frigideira grande e funda (se for de ferro, melhor ainda). Despeje as fatias de maçã na frigideira e cozinhe em fogo baixo até a maçã ficar macia. Polvilhe o açúcar e mexa delicadamente pra não quebrar as fatias. Junte o rum e incline a frigideira sobre a chama do fogão pra flambar as maçãs. Quando a chama se apagar desligue o fogo e deixe esfriar. Se não conseguir flambar, ou se tiver medo de brincar com fogo, não tem problema. Deixe a frigideira no fogo por alguns minutos e o rum vai evaporar naturalmente.

Montagem:

Aqueça o forno em temperatura média. Espalhe bastante farinha sobre a superfície de trabalho. Retire a massa do congelador e, com uma faca, divida em quatro porções iguais. Pegue um pedaço e coloque os outros de volta no congelador. Estique a massa (com as mãos ou rolo), formando um círculo um pouco maior que um CD. A massa é grudenta e você vai precisar polvilhá-la com farinha pra que ela não grude nas suas mãos. Use uma faca longa e reta pra descolar a massa da superfície de trabalho e transferi-la pra uma placa de alumínio, ou forma rasa (não precisa untar). Coloque a forma na geladeira enquanto prepara as outras três mini-tortas. Como a massa é rica em óleo, é importante mantê-la gelada senão ela amolece demais e fica impossível de ser manipulada. Divida o recheio em quatro e disponha cada porção de maçã sobre os discos de massa, deixando 1,5cm de borda sem recheio. Dobre as bordas sobre as maçãs, formando um “muro” ao redor do recheio. Não precisa ser perfeito, o charme dessas tortinhas é o visual rústico. Pincele as bordas com um pouco de leite de soja (opcional, a vantagem de fazer isso é que a massa vai ficar mais douradinha) e polvilhe com canela. Asse as mini-tortas até a massa ficar bem dourada (no meu forno velhinho leva de 20  à 30 minutos, mas isso varia de acordo com a temperatura do seu forno). Sirva morna. Rende quatro mini-tortas.

Minha receita preferida de grão de bico

Grão de bico catalão

Faz alguns dias que estou em Natal visitando a família e, embora desde que cheguei ainda não tenha passado um só dia sem cozinhar (minha família gosta de explorar meus dotes culinários), nada do que fiz até agora merece aparecer aqui. Preparei panelas e mais panelas de feijão, arroz, couve, saladas e proteína de soja, mas quem não sabe preparar esses pratos? Tento aproveitar ao máximo a companhia dos meus parentes então o tempo anda curto pra criar receitas mais elaboradas. Porém sinto falta estar mais presente aqui. Felizmente achei nos meus arquivos a foto de um prato que há tempos queria dividir com vocês. Continuar lendo “Minha receita preferida de grão de bico”

Comida pra entreter

Patê de tomate seco com amêndoa e semente de girassol

Minha amiga Lílian, que acompanha o blog, me pediu pra postar receitas de patês e pastinhas pra comer como aperitivo. Lílian é casada com Cédric, meu melhor amigo francês, e eles moram em Marselha, a segunda maior cidade da França. Continuar lendo “Comida pra entreter”

Procurando o leite perfeito

Leite de amêndoas

No post anterior mencionei o fato de ter substituído o leite de soja por leite de amêndoas. Verdade seja dita: nunca fui fã de leite de soja. Assim que parei de tomar leite de vaca, meu primeiro impulso foi comprar uma caixa de leite de soja, mas achei o negócio intragável. No entanto tomei a caixa todinha, pois minha consciência pesa quando desperdiço comida. A cada gole eu pensava “Minha nossa senhora protetora dos veganos, será que não existe um leite melhorzinho que não venha da pobre Mimosa?” Felizmente as opções de leites vegetais são muitas. Resolvi então testar o leite de aveia. Meu amor por esse cereal já foi confessado aqui, então as chances de gostar do leite eram bem maiores. Meu encontro com o leite de aveia foi mais feliz, mas eu ainda achava que devia existir uma alternativa mais gostosa ao leite de vaca. Continuar lendo “Procurando o leite perfeito”