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Crepes recheados com creme de tofu, castanha e espinafre e molho de tomate assado.

Acho que já escrevi aqui no blog que tenho uma vizinha palestina-americana que faz stand up comedy e que passa por aqui de vez em quando pra fazer shows na região. Quando ela vem à Belém sempre me contrata como sua “personal chef”, o que significa que durante uma semana eu preparo todas as suas refeições. Além de poder colocar alguma coisa na carteira, é uma oportunidade pra preparar pratos ultra caprichados que eu nunca teria coragem de preparar no dia-a-dia.

Porém o melhor de tudo é o desafio criativo de desenvolver novas receitas e melhorar as antigas. Fazia tempos que eu lapidava uma receita de crepe sem nunca ficar totalmente satisfeita. Mas dessa vez consegui alcançar exatamento o resultado que esperava. Vou poupar vocês do relato do quase desastre que aconteceu na noite que resolvi fazer crepes pra vizinha sem receita, pois nunca me dei o trabalho de anotar as tentativas anteriores, no improviso e às nove horas quando o jantar deveria ser servido às dez em ponto (eu gosto de viver perigosamente) e irei direto à receita. Eu não me empolgo facilmente com os pratos que crio, não exatamente por modéstia, mas porque sou extremamente exigente e perfeccionista na cozinha. Já me aconteceu várias vezes de servir um prato pros convidados e enquanto eles soltavam exclamações admirativas eu pensava com meus botões “Humpf! tá faltando um pouco disso, tem muito daquilo, eu devia ter feito assim…”. Mas de vez em quando, se sinto que acertei a loteria culiária, dou uma risada de bruxa e começo a pular (cada um expressa sua alegria como quer e prefiro não reprimir essas reações bizarras, a menos que tenha gente na cozinha, claro). Esses crepes, amigos, me fizeram dar muitos pulos.

Crepes veganos

Eu estava procurando uma receita de “ricota” vegetal há tempos, mas ao invés de usar tofu amassado, como vi em vários restaurantes vegetarianos, resolvi usar a base da minha receita de patê de tofu. Ela é extremamente cremosa e saborosa, mas neutra o suficiente pra ser combinada com outros ingredientes, nesse caso o espinafre. A mistura não poderia ter ficado melhor e casa perfeitamente com o sabor delicado dos crepes. Embora os crepes recheados sejam deliciosos, a adição do molho de tomate assado acrescentou uma nota viva e leve ao prato e completou a equação. O veredicto? Crepes feitos pros anjinhos no restaurante do paraíso vegano!

A receita parece complicada, mas não é. Tem várias etapas, certo, mas elas podem ser executadas de olhos fechados até por quem não tem muita experiência na cozinha. Tirando, talvez, a confecção dos crepes, mas com um pouquinho de prática você fará crepes com as mãos amarradas nas costas. E pra ganhar tempo, prepare o recheio no dia anterior (ele sobrevive à uma noite na geladeira sem nenhum efeito colateral) e asse os tomates pro molho enquanto faz os crepes. Com o recheio pronto você só vai precisar de 40 minutos antes de sentar à mesa com um prato de deliciosos crepes recheados na sua frente. E posso garantir que eles compensam cada segundo passado na cozinha.

 

Crepes veganos recheados com creme de tofu, castanha e espinafre e molho de tomate assado

A receita é longa, mas você pode dividir as etapas e preparar o recheio no dia anterior. Coloque os tomates pra assar enquanto você faz os crepes e o jantar ficará pronto em meros 40 minutos. Bonus: você não vai precisar de todo o creme de tofu e castanha pra fazer a receita, então você terá um delicioso patê pra passar no pão durante os próximos dias (se quiser junte um pouco de tomates secos e ervas, como expliquei aqui).

Crepes

1 ½ x de leite vegetal (usei meu leite de amêndoas, mas pode ser substituido por leite de soja não adoçado)

1x de farinha de trigo

1cs de azeite (ou óleo de girassol)

1/3 cc (rasa) de sal

1 pitada de cúrcuma (opcional, mas é o que da a cor amarelada tipica dos crepes)

azeite pra untar a frigideira

Recheio

300gr de tofu (quanto mais fresco, melhor)

1/2x de castanha de caju (não tostada e sem sal), de molho por 6 horas

1 cebola picada

2 dentes de alho picados

1cc de levedo de cerveja (se for maltado, o que é o ideal, usar 2cc)

1cs de suco de limão

1cs de azeite

1/2cc (rasa) de sal, ou a gosto

uma pitada generosa de pimenta do reino

1/2x de água

1/2kg de espinafre

1cs de azeite

1 cebola picadinha

Molho

6 tomates bem maduros

1 dente de alho grande

3cs de azeite

sal e pimenta do reino a gosto

Comece preparando o recheio. Aqueça 1cs de azeite e refogue a cebola até ficar dourada. Junte o alho e deixe cozinhar mais 1 minuto. Reserve. Coloque todos os ingredientes do creme (do tofu até a água) no liquidificador. Ligue o motor e adicione a água aos pouquinhos. Será necessário parar o motor algumas vezes e mexer o creme pra que todos os ingredientes sejam triturados. Dependendo da textura do tofu utilizado você precisará de mais ou menos água (o objetivo é atingir a conscistência de um patê espesso e cremoso). Reserve. Lave bem o espinafre e corte em pedaços bem pequenos. Coloque o espinafre picado em uma panela grande, leve ao fogo baixo (não precisa acrescentar azeite nem água) e cozinhe tampado durante 2 minutos, ou o suficiente pra que ele murche ligeiramente. Deixe esfriar e esprema o espinafre entre as mãos, retirando o máximo de água possível. Aqueça 1cs de azeite e doure a cebola picadinha. Misture ao espinafre e tempere com sal e pimenta do reino. Junte metade do creme de tofu e misture bem. Eu gosto de colocar mais espinafre do que creme no recheio, mas use mais creme se preferir o inverso. Prove, corrija o tempeiro e reserve. (Guarde o resto do creme na geladeira e use como patê pra passar no pão).

Prepare o molho. Lave e corte os tomates em 4. Descasque o alho e corte em fatias finas. Espalhe 1cs de azeite em uma forma de vidro (mais fácil de limpar depois), disponha o tomate e o alho por cima e polvilhe um pouco de sal. Regue com mais 1cs de azeite e asse em forno médio-alto até os tomates ficarem bem macios e começarem a se desintegrar (entre 15 e 20 minutos). Deixe esfriar um pouco, transfira tudo pro liquidificador (não esqueça de recolher o líquido que ficou na forma) e triture até ficar homogêneo. Com o motor ligado, despeje 1cs de azeite em fio pra criar uma leve emulsão. Corrija o sal e tempere com pimenta do reino a gosto. Reserve.

Prepare os crepes. Coloque todos os ingredientes no liquidificador e bata até ficar homogêneo. Aqueça uma frigideira anti-aderente rasa. Quando estiver bem quente (mas não fumegando!) espalhe um pouco de azeite (meu método: despejo o equivalente a 1cc de azeite e espalho com papel toalha). Despeje um pouco de massa no centro da frigideira e, usando movimentos circulares, deixe a mistura escorrer e cubrir toda a superfície. Se você não souber fazer crepes desse jeito, despeje um pouco de massa no centro da frigideira e use as costas de uma colher pra espalhar a massa, fazendo uma espiral do centro em direção às bordas. Os crepes devem ficar bem finos e você vai precisar de um pouco de prática pra saber a quantidade exata de massa necessária pra cada um. Quando as bordas do crepe ficarem ligeiramente douradas e despregrarem da frigideira, use uma espátula pra virá-lo e deixe cozinhar do outro lado. Repita a operação com o resto da massa, colocando sempre um pouco de azeite na frigideira entre um crepe e outro.

Montagem. Recheie cada crepe com um pouco do creme de espinafre (a quantidade vai depender do tamanho do seu crepe, mas se eles forem fininhos, como devem ser, não precisa carregar no creme) e enrole como se fosse uma panqueca. Arrume os crepes recheados em uma forma (não precisa untar) e aqueça em forno baixo por alguns minutos (só o suficiente pra aquecer o recheio). Sirva com o molho morno, em porções individuais pra cada pessoa ir mergulhando seus crepes na cumbuquinha de molho enquanto come. Rende 4 porções (se apetites moderados ou se for servido acompanhado de outros pratos).

O prato que servi pra vizinha.

Quiche vegana de abobrinha, pimentão vermelho e tomate seco

Hoje quero dividir com vocês uma das minhas receitas preferidas, mas antes de começar a falar dessa jóia da gastronomia francesa preciso dizer uma coisa importante (pra mim): “quiche” é fêmea. Pronto, me sinto bem melhor agora. Não sei qual o gênero que atribuem a esse prato no resto do país, mas na minha terra todos os lugares que servem quiche chamam a coitada de “o quiche”. Sei que a confusão de gêneros não atrapalha em nada o sabor da quiche, mas às vezes sou chata assim e me importo com esse tipo de bobagem. Pra ninguém achar que sou esnobe só porque o Francês é minha segunda língua, saibam que também corrijo os franceses, que insistem em dizer “a samba” (eles acham que tudo que termina com “a” em Português é feminino).

Depois desse momento professor Pascale (que me ensinou muita coisa, diga-se de passagem), vamos falar de quiche. Esse foi um dos clássicos da culinária francesa que só descobri quando fui morar em Paris. A Natal da minha adolescência vendia churro, tapioca e pastel, mas ainda não tinha cafés oferecendo comida européia. Quiche foi um dos primeiros pratos franceses que aprendi a preparar e ela costumava aparecer na minha mesa com bastante frequência. Com a chegada do veganismo na minha vida parei de preparar essa delícia, que, como todos sabem, é composta de ovos, creme de leite e queijo (e, no caso da “quiche lorraine”, a mais tradicional de todas, uma boa dose de bacon). Mas não demorou muito pra eu descobrir que vegans ao redor do mundo estavam preparando quiches com tofu, provavelmente o ingrediente mais versátil da cozinha vegana. A grande vantagem do tofu é que ele substitui os ovos, o creme e o queijo ao mesmo tempo, garantindo uma textura muito próxima da quiche tradicional. Muitos vão argumentar que, se a textura é parecida, o sabor passa a léguas de distância do original. Não vou negar essa evidência, mas a idéia não é reproduzir o sabor e sim o conceito. Tofu, como eu já expliquei aqui no blog, é quase insípido. O que parece ser um defeito é na verdade sua maior qualidade. Justamente porque o seu sabor é neutro, ele pode ser combinado com uma infinidade de ingredientes e criar pratos completamente diferentes. No caso da quiche, como a base vegana é neutra, os outros ingredientes podem brilhar com toda sua força, sem precisar competir com o sabor marcante do ovo ou do queijo.

Sei que os não vegs podem dizer que ovo e, principalmente, queijo são deliciosos e não tem nada errado em fazer uma quiche com gosto de ovo/queijo. Eles estão certos e eu certamente adorava minhas quiches tradicionais. Mas acho importante ressaltar que é possível fazer pratos deliciosos sem esses ingredientes também. Não crio pratos veganos pra competir com pratos onívoros ou criar algo mais gostoso do que o original (mas garanto que isso acontece às vezes e é sempre uma agradável surpresa). Minha motivação principal é criar algo 100% vegetal que seja tão bom quanto, mas que tenha personalidade única. Algo que traga reconforto pros veganos que achavam que estavam condenados a se contentar  sempre com um prato menos apetitoso do que o do onívoro ao lado, mas também capaz de impressionar (e satisfazer) os não vegs a procura de sabores novos.

Tenho várias receitas de quiches veganas no meu repertório e a de hoje é a minha última criação. A massa é tão gostosa que eu poderia assá-la sozinha e comê-la como um salgadinho. O recheio mistura alguns dos meus ingredientes preferidos (pimentão vermelho grelhado, tomate seco, mangericão), que tem sabores marcantes e se harmonizam perfeitamente. Fazer quiche é um pouco demorado e trabalhoso, mas o resultado final vale cada segundo que você passar na cozinha. Essa quiche é tão saborosa que entra na categoria dos pratos veganos que os onívoros adoram ( fiz o teste dezenas de vezes).

Mas o meu maior prazer é serví-la pra veganos que, como eu, suspiram de inveja ao ver seus amigos comer quiches suculentas do seu lado enquanto eles bebem tristes um café preto porque é a únca coisa vegana do cardápio (em Natal cappuccino com leite de soja ainda é algo que não existe). Amigo(a), se você já passou por essa situação, a receita de hoje é pra você. Um dia vou criar uma ONG que distribuirá quiches veganas pra todos, mas enquanto esse dia não chega levante dessa cadeira, compre um bloco de tofu e faça uma bela quiche, no feminino e vegana! Chegou a sua vez de fazer os onívoros suspirarem de inveja*.

*Aviso: esse blog não tem intenção nenhuma de criar sentimentos de rivalidade entre veganos e onívoros. Faça quiche, não faça guerra!

Quiche vegana de abobrinha, pimentão vermelho e tomate seco

A receita é longa, mas os ingredientes são simples e, como disse, o resultado vale a pena. Eu gosto tanto da massa (ligeiramente adaptada dessa receita) que resolvi fazer uma quantidade maior dessa vez, mas confesso que com tanta massa a quiche ficou meio seca (nas fotos dá pra ver que as bordas são bem mais altas que o recheio). Mas não se preocupe que a receita publicada aqui faz a quantidade certa de massa, logo você não terá esse problema. O ideal é usar uma forma de mais ou menos 28cm de diâmetro. Se ela tiver aro removível você poderá transferir a quiche inteira pra um prato ou bandeja antes de servir, mas se você não tiver uma forma assim, pode usar uma comum e servir a quiche dentro dela.

Massa

1x de farinha de trigo

½ x de aveia fina

3cs de gergelim tostado (toste gergelim cru em um frigideira seca durante alguns minutos, até ficar dourado)

1/2cc de bicarbonato de sódio

3/4cc de sal

1/3x mais 1cs de azeite

1/4x de água

Recheio

3x de tofu (do tipo macio, esfarelado com os dedos antes de medir)

2 cebolas pequenas (ou 1 bem grande)

4 dentes de alho

2 ½ x de abobrinha em rodelas finas

1 pimentão vermelho

1/3x de tomate seco picado

2cs bem cheias de manjericão fresco picado

3cs de azeite, mais pra untar

3cs de suco de limão

sal e pimenta do reino moída a gosto

Comece a preparar o recheio. Unte ligeiramente com azeite uma placa de metal e disponha as fatias de abobrinha. Tempere com sal, regue com 1cs de azeite e asse em forno médio/alto até ficar dourado em alguns lugares (veja foto acima). Aproveite pra assar o pimentão (inteiro) ao mesmo tempo. Quando o pimentão estiver com a casca queimada (mais detalhes em como assar pimentão aqui), retire do forno e coloque imediatamente dentro de uma vasílha com tampa. O pimentão vai suar e a casca vai descolar facilmente. Quando ele estiver morno, corte-o ao meio, descarte as sementes e a pele e pique-o em pedacinhos. Reserve.

Prepare a massa. Misture todos os ingredientes e amasse bem. A textura lembrará areia úmida. Esfarele a massa sobre a forma e espalhe com os dedos, apertando bem pra formar uma camada uniforme no fundo e nas laterais. Uso uma forma de 28cm de diâmetro e a quantidade de massa é suficiente pra cobrir o fundo e formar uma borda da altura do recheio. Asse a massa (sem recheio) durante 10 minutos e reserve.

Termine de preparar o recheio. Enquanto a abobrinha assada esfria, pique as cebolas e o alho. Aqueça 2cs de azeite e refogue a cebola até ficar dourada. Junte o alho e cozinhe mais 1 minuto. Triture o tofu, a cebola/alho refogados, o suco de limão, o sal (uso 1cc) e a pimenta do reino (uso 1/3cc) no liquidificador. Se seu tofu for meio firme, será preciso juntar algumas colheres de sopa de água pro motor continuar funcionando. Transfira a mistura pra um recipiente grande, junte o pimentão grelhado, o tomate seco, a abobrinha assada e o mangjricão. Misture bem, prove e corrija o tempero.

Espalhe o recheio sobre a massa pré-assada e asse em forno médio. A quiche está pronta quando as bordas estiverem douradas e o recheio inchar um pouco (vai aparecer algumas rachaduras na superfície) e ficar bem firme (aperte com a ponta dos dedos pra testar). No meu forno leva de 30 à 45 minutos. Sirva acompanhada de uma salada verde. Rende 4 porções como prato principal.

Ratatouille

 

Desde a semana passada convivo com uma gripezinha chata que vai e volta sem no entando me deixar de vez. É muito raro eu ficar doente, acredito que devo isso à minha dieta super natural, então não vou reclamar. Até porque a gripe que me acompanha atualmente, além de não ser das mais pesadas, tem uma característica muito estranha: abriu meu apetite. Parece que quando o tempo esfria nada consegue calar meu estômago. Passei a semana me sentindo febril, com dor de cabeça e nariz escorrendo, mas isso não me impediu de fazer sopa atrás de sopa (meu jantar preferido no inverno) e até assar uma dúzia desses bolinhos maravilhosos.

Mas chegou uma hora em que meu corpo adoentado implorou por um dia inteiro na cama e nem meu estômago faminto foi capaz de me levantar. Quando me encontro incapacitada de cozinhar, seja por motivo de doença (raro) ou cansaço (mais frequente), Anne assume o comando do fogão. Na era “pré-Sandra” da sua vida, ela costumava cozinhar e até gostava. Mas isso foi antes de eu me mudar pra casa dela, me apossar da sua cozinha e declarar que aquele era meu território e que ela só teria o direito de adentrá-lo pra lavar a louça. Desde então ela parou quase totalmente de cozinhar e teve que se conformar com sua nova função de lava-pratos. Antes que digam que sou uma pessoa controladora vou logo me defender: eu cozinho muito melhor que Anne. Por que nos contentar de comida “mais ou menos” quando podemos degustar algo muito mais delicioso? Tem um prato porém que ela prepara divinamente bem, tão bem quanto eu: ratatouille. Então quando ela assume o controle da cozinha, por que estou muito cansada ou doente, ela quase sempre prepara ratatouille.

Ratatouille (se pronuncia “ra.ta.tu.ie” e é um substantivo feminino) é um prato francês  com legumes que além de simplérrimo e delicioso é o único naturalmente vegano desse país. Pelo menos nem eu nem Anne (que é francesa) conhecemos outra receita típica francesa que também seja vegana. Esse é um prato fácil e rápido de fazer, mas se você escolher ingredientes frescos e maduros o resultado será riquíssimo em sabor. Não cura gripe mas reconforta, principalmente se outra pessoa preparar pra você. Agora com licença que vou voltar pra cama com meu prato de ratatouille.

 

Ratatouille

A abobrinha daqui é menor que a do Brasil então as quantidades são aproximadas. Anne usa três abobrinhas palestinas e imagino que seja o equivalente de duas médias aí. Mas não se preocupe que um pouco mais ou um pouco menos de abobrinha não vai estragar a receita. Anne gosta de comer ratatouille com arroz, eu gosto de comer com um pão rústico com cereais. Se quiser uma refeição mais robusta (e completa), sirva com tofu assado ou um burger vegetal, como esse aqui.

1 beringela média

2 abobrinhas médias

1 pimentão vermelho

4x de tomate picado

1 cebola

2 dentes de alho picados

3cs de azeite

sal e pimenta do reino a gosto

½ cc de tomilho seco ou 1cc de tomilho fresco (opcional)

Corte a beringela e a abobrinha em cubos médios. Corte o pimentão em pedaços médios e pique a cebola. Aqueça 2cs de azeite e refogue a cebola até ficar ligeiramente dourada. Junte o pimentão e o alho e mexa bem. Acrescente a beringela e a abobrinha e refogue alguns minutos em fogo baixo, mexendo de vez em quando pra não pregar na panela. Quando os legumes tiverem amolecido um pouco e ganhado uma corzinha junte o tomate, o tomilho (se estiver usando) e tempere com sal. Cubra e deixe cozinhar em fogo baixíssimo até os legumes ficarem bem macios e os tomates se transformarem em um molho espesso (não precisa colocar água). Corrija o sal, junte uma pitada generosa de pimenta do reino e regue com 1cs de azeite antes de servir. Serve 2-4 pessoas, dependendo dos acompanhamentos. Ratatouille é ainda melhor no dia seguinte.