Por que o movimento vegano deve apoiar o MST – parte III

Preciso começa dizendo que recebi várias mensagens de pessoas que leram os posts anteriores e , ao começarem a entender a atuação do MST, passaram a ver o Movimento com outros olhos. Nem sei dizer o quanto isso conta pra mim. São essas mensagens que me fazem acreditar que é possível quebrar preconceitos e que o meu trabalho, apesar de no momento ser uma militância de sofá, é capaz de produzir uma mudança positiva na sociedade. Continuemos lutando de punho erguido.

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Por que o movimento vegano deve apoiar o MST – parte II

Depois de entender a formação do espaço agrário brasileiro e os problemas criados pelo latifúndio, nesse segundo post da série a conversa é sobre reforma agrária e a atuação do MST. Pela quantidade de comentários preconceituosos que escuto e leio por aí, a maioria das pessoas sabe pouco sobre reforma agrária e menos ainda sobre o Movimento dos Trabalhadores Rurais Sem Terra, o MST. Quem são? Onde vivem? O que comem? Querem invadir sua casa de praia?

Mas pra entender a luta do MST é preciso saber o que significa Reforma Agrária e é por aqui que vamos começar.

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Por que o movimento vegano deve apoiar o MST – parte I

Faz 11 anos que me comprometi com a luta por libertação animal e foi mais ou menos na mesma época que a militância por direitos humanos entrou na minha vida. Esse compromisso se manifesta de várias maneiras, tanto na esfera digital quanto no mundo real.

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“Comer carne tem um preço: alguém vai pagar com a vida pelo prazer que eu vou sentir” – entrevista com Sahar Vardi

Ela apareceu aqui no blog muitas luas atrás, em um dos meus posts preferidos de todos os tempos, que eu acho que todos deveriam ler. Mas Sahar é uma das pessoas mais interessantes que eu tive a sorte de conhecer e eu poderia entrevistá-la todo mês e ela sempre teria coisas inspiradoras e corajosas pra contar. E como ela é vegana há anos, ela tinha que aparecer na série “Porque me tornei vegano/a”.

 

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“Hoje eu acho fácil ser vegano, o difícil mesmo é amar, respeitar e aceitar a minha própria espécie”

Em julho minha amiga Johanna contou as razões que a levaram a se tornar vegana e como a mudança aconteceu na sua vida e eu não imaginava que quatro meses passariam antes que outro post da série ‘Porque me tornei vegano’ aparecesse por aqui. Mas aqui estou com mais uma entrevista que vai inspirar e fazer refletir.

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48 horas em Paris

Nesse último fim de semana eu estive em Paris pra participar do ‘Paris Vegan Day’, o maior evento vegano da França. Só dura um dia e reúne expositores de comida, cosméticos, marcas de roupas, sapatos e bolsas, tudo 100% vegano, além de várias associações vegs e de proteção aos animais. E não é tudo! Teve também palestras e aulas de culinária vegetal e como se isso não fosse suficiente pra deixar qualquer vegano com a impressão de ter morrido e ido direto pro paraíso, o local de evento, os Docks, nas margens do rio Sena, era lindo e tinha um restaurante vegano (MOB, especializado em hamburguers e outros sanduíches veganos) no térreo. O que mais pedir? Como não pude participar do VegFest em Curitiba, essa foi a minha consolação.

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“Me tornar vegana foi uma maneira de me tornar politizada”

Uma das razões que me levaram a escrever esse post foi ter percebido que muitas pessoas se interessam em saber como nós, veganos, nos tornamos herbívoros. Como gostaria de usar esse espaço pra compartilhar histórias, experiências e inspirar quem passa por aqui, decidi juntar uma coisa com a outra e pedir a alguns dos meus amigos pra contar aqui no blog como o veganismo entrou na vida deles.

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O caminho que escolhi

Ainda não expliquei aqui no blog o porquê do meu veganismo, pois sempre tive receio que isso provocasse reações negativas em alguns leitores onívoros. No início do mês fez cinco anos que me tornei vegana e pra comemorar essa data tão especial pra mim resolvi passar por cima do meu receio e escrever esse post. Mas antes de continuar a leitura aqui vai um aviso. Esse texto explica o que o veganismo significa pra mim. Não tenho ambição nenhuma de ser a porta voz do movimento e estou certa que minhas opiniões divergem consideravelmente da opinião de outros veganos. Também não é minha intenção impor meus valores aos leitores onívoros e vegetarianos, nem criticar suas escolhas. O único objetivo desse texto é dividir com vocês uma parte importante da minha história, que fez com que eu seja quem eu sou hoje e sem a qual o Papacapim não teria vindo ao mundo.

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Como enfrentar a resistência dos seus pais com relação ao veganismo

Algumas semanas atrás recebi um e-mail que me tocou bastante.

Meu nome é Gabriela e tenho 13 anos, atualmente sou ovo-lacto-vegetariana e consegui isso com muito esforço, pois ninguém na minha família é vegetariano, e principalmente minha mãe, tem medo que eu fique seriamente doente por causa de minha alimentação. Meu maior desejo agora é virar vegana, li muito sobre isso, só que veganismo minha mãe não concorda de jeito nenhum, ela acha que é exagero e perigoso e como só tenho 13, tenho que obedece-la, mas tem algum jeito de eu a convencer de que o veganismo é saudável? O que você sugere?

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Restaurante ocasional

Meu “restaurante ocasional” reabriu as portas sábado passado, depois de um longo período fechado. O conceito é simples: de vez em quando organizo jantares e brunchs pagos aqui em casa e convido os amigos, que convidam outros amigos. Parece que esse negócio de “supper club”, como dizem os anglófonos, está na moda em vários países e dá pra entender porque isso atrai tanta gente. O pessoal acha o máximo ter a possibilidade de degustar uma comida especial em um ambiente descontraído e aconchegante. E o mais bacana disso tudo é que gente que não conhece nada da culinária vegana descobre que ela pode ser extremamente saborosa. Eles chegam aqui achando que vão comer capim e alpiste e saem encantados, com a barriga cheia e falando bem dos vegetais pra todo mundo. Quando as pessoas entendem que veganismo não significa abrir mão dos prazeres da mesa, fica mais fácil simpatizar com a causa.

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Dicas pra ter uma alimentação mais (ou toda) vegetal

Foto feita pelo grupo VEDDAS-RN.

Comentei aqui no blog que, a pedido do grupo VEDDAS-RN, dei uma palestra sobre alimentação vegetal durante as férias potiguares.  Na página Facebook do Papacapim alguns leitores comentaram que gostaria de ver essa palestra em suas cidades. Como, infelizmente, não posso sair em turnê pelo Brasil, pensei que seria bacana publicar o conteúdo da palestra aqui no blog.

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