Onde estou agora

Mais uma vez eu tive que ir na página ‘Sobre‘ e modificar o lugar de onde esse blog está sendo escrito. Cheguei em Londres dez dias atrás e estou me acostumando com essa cidade que adoro e que até então só tinha me acolhido como turista. Levo um tempo enorme pra pagar as compras, pois me atrapalho com as danadas dessas moedas (as formas variam e parece que o tamanho é inversamente proporcional ao valor, o que pra mim não faz muito sentido). Me sinto um pouco desorientada andando pelas ruas e por causa da mão inglesa nunca tenho certeza de que lado virão os carros. Tenho que ler o que está escrito no asfalto (‘look left’ ou ‘look right’) sempre que vou atravessar a rua.

Mas tem um parque a dois minutos da minha casa, uma feira no sábado e outra (orgânica) no domingo no meu bairro e duas lojas de produtos orgânicos pertinho da minha rua, recheadas de delícias veganas, onde os vendedores já me reconhecem. Dei a sorte de morar bem no meio da área onde boa parte dos cafés e restaurantes veganos da cidade se concentram. E, pra melhorar ainda mais as coisas, estou morando com uma moça que é chef vegana crudívora e que além de ser uma simpatia só fabrica kefir de água e kombucha (e divide comigo!), vai me emprestar esse livro e traz brownie (vegano, crudívoro e feito pela própria) pra mim. Eu não podia ter escolhido um lugar melhor pra estar.

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Mais de um ano atrás escrevi esse post falando sobre o conceito de casa, o meu percurso atípico e uma pergunta que me fazem com bastante frequência e que sempre cria desconforto do meu lado. Deixei Bruxelas, o meu último domicílio fixo, em outubro do ano passado e desde então passei pela Itália, Palestina, França, Brasil e Inglaterra. Então nos últimos meses a pergunta que mais me fazem mudou e esse novo diálogo passou a ser repetido constantemente nas conversas com familiares, amigos e pessoas que encontro por aí:

 -Você mora onde?

-(eu) Em lugar nenhum. Estou de passagem.

-Há, há, há! Mas falando sério, onde você mora?

-(eu) Não moro. (Às vezes me sinto tentada a responder: “Na Terra.”)

-Como assim? Onde é a sua casa?

-(eu) Não tenho casa no momento.

-Mas você vai se mudar pra algum lugar, não vai? Vai ter uma casa um dia, não? Onde vai ser sua casa?

-(eu) Não sei ainda.

E a coisa continua por mais alguns minutos, durante os quais eu tento convencer a pessoa na minha frente de que não, não estou brincando e que sim, é possível não morar em canto nenhum e que no momento sou nômade.  Então a conversa termina com a pessoa declarando, de maneira mais ou menos explícita, que eu sou bem louca e que ela nunca poderia viver desse jeito. Ser chamada de louca não me ofende, mas a última parte me irrita bastante, embora eu tente dar uma resposta educada. Por que as pessoas sentem necessidade de me informar que não poderiam viver da maneira que vivo, como se eu esperasse isso delas, é pra mim um mistério.

(“Você é vegana? Eu nunca poderia deixar de comer carne/queijo!” Sem problemas, ainda podemos ser amigos. “Você é lésbica? Eu nunca poderia namorar uma mulher!” Não se preocupe, tenho certeza que tem homens héteros interessantes por aí. “Você tem uma relação aberta? Isso nunca daria certo pra mim!” Tudo bem, cada um procura o modelo de relacionamento que funciona melhor pra si.)

Então seguindo a tendência que o pessoal tem de explicar que o que funciona pra você não funcionaria de maneira alguma pra eles (EXATAMENTE!!!!), agora comecei a escutar o tempo todo: “Eu nunca poderia viver sem ter um cantinho pra chamar de meu.”

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Embora eu ache que tem muitas maneiras possíveis de viver, e o fato de escolher uma não significa que acho as outras inferiores, a verdade é que essa vida de nômade não é a que mais me agrada. É a ideal no momento atual, mas não gostaria que fosse assim por muito tempo. Eu não gosto de ficar trocando de cama o tempo todo e preciso de um espaço meu pra me sentir emocionalmente equilibrada. E quem acompanha esse blog há tempos percebeu que as receitas não aparecem mais com a frequência de antes. Culpa de viver pulando de casa em casa, sem poder carregar o meu material de trabalho comigo. A vida de cozinheira itinerante também me fez descobrir algo óbvio: a inspiração aparece com menos frequência quando estou constantemente preocupada em encontrar o meu próximo teto. Apesar da minha vontade de guardar as malas no armário, comprar lençóis de algodão egípcio com  dois mil fios (se é que isso existe) e ter um jardim onde plantar manjericão e alecrim, vou continuar na estrada durante um tempo.

Pra quem ficou curioso sobre o que está acontecendo do lado de cá da tela no momento aqui vão algumas notícias. Ficarei em Londres durante os próximos seis meses, trabalhando com culinária vegetal e aprendendo a contar moedas de libras. Estou atualmente procurando emprego em um dos maravilhosos restaurantes veganos da cidade e também vou cozinhar em ‘supper clubs’ e outros eventos independentes (sexta participo do primeiro!), além de continuar oferecendo oficinas de culinária. Leitores que moram em Londres, se vocês quiserem participar de uma oficina de culinária ou quiserem que eu cozinhe em algum evento, é só me escrever. Aliás, mandem sinal de fumaça através dos comentários ou via email pois eu ficaria bem feliz em encontrar vocês pra tomar um chá e trocar ideias.

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Cenas dos próximos capítulos desse blog. O Papacapim acaba de completar cinco anos e pra comemorar a data em breve aparecerá aqui uma série de posts muito especial, que vem tomando forma no meu coração há quase dois anos. Também pretendo aproveitar esses seis meses aqui pra provar todas as delícias veganas que a cidade tem pra oferecer e fazer uma versão atualizada e bem mais completa do Guia Vegano de Londres. E vou publicar muitas receitas, claro, incluindo o agora famoso brownie vegano e crudívoro da minha nova amiga. Muitas pessoas queridas aparecerão por aqui, vai ter muita comida saborosa, dicas de nutrição e vida vegana e algumas surpresas.

Então enquanto eu estiver puxando uma mala, sem domicílio fixo, sem cama que seja só minha e sem jardim pra plantar manjericão, a minha casa vai ser o blog.

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 *Sobre a comida que apareceu nesse post: a torta é de manga e coco (crudívora) e as duas fotos que aparecem depois são de cafés da manhã típicos daqui, só que em versão vegana (com cogumelos, panqueca de batata, salsicha vegana, espinafre, tomates grelhados, pão torrado e os tradicionais ‘baked beans’- feijão branco em um molho de tomate ligeiramente adocicado).

30 comentários em “Onde estou agora

  1. Olá. Tenho uma sugestão.

    Até há 3 anos (penso eu…o tempo passa!) eu viva em Inglaterra. Vivi em Norwich(…) durante 3 anos. Só sou vegan há cerca de 1 ano, por isso não cheguei a visitar ou a ter interesse pela oferta vegana por aí. No entanto, claro que não fico surpreendido por Londres ter muita oferta vegana, mau era! eheh
    Agora cresceu-me água na boca ao olhar para os “baked beans”. É uma estupidez minha, mas só recentemente fiquei a saber que também se compra em Portugal. Tenciono comprar em breve.

    Sandra, de certeza que já conheces “jacket potato”, certo? Quando eu era NÃO VEGANO, eu comia isso com o recheio: feijão e queijo. Agora, deixaria de colocar o queijo ou então faria em casa para que pudesse utilizar queijo vegano. E isto leva-me então à minha sugestão: e que tal uma investigação tua para uma receita (recheio) de uma jacket potato vegana? 🙂
    Há dias criei uma com “batata doce” que não é bem o mesmo, mas parece que aqui não existe “essa” batata utilizada nas “jacket potatoes”.
    Abraço vegano.

    ps -que sonho viver assim em tantos países…também me sinto um cidadão do mundo, não de uma exclusiva terra delimitada por um grupo de humanos e à qual decidiram chamar país….

  2. Querida, bem vinda de volta! Sentimos falta das receitas e dos posts, mas acima de tudo, de você 🙂
    Espero que esteja tudo bem no casório.

    Também acho incrível como as pessoas sempre PRE-CI-SAM mostrar a limitação delas para você como se o problema fosse você e não elas. “Eu nunca conseguiria trocar o dia pela noite”, “Eu jamais entraria num relacionamento à distância”, ad infinitum. Mas eu sempre mentalizo um ooooooommmmm e, como boa yogini, exercito a minha compaixão pelas mentes obtusas. Digo, restritas 😉

    Que pena que você mudou de Bruxelas! Eu moro em Düsseldorf e estava super planejando te convidar para passar uma semaninha comigo (é tipo 2h de trem). Se passar pela Alemanha, é só me escrever.

    Beidjo beidjo.

  3. Sandra, adoraria estar em Londres para participar de uma aula sua. Indico seu blog para todos os meus amigos que me perguntam como devem comer agora que acabaram de se tornar vegetarianos ou veganos (sou vegetariana há mais de 20 anos). Quando deres alguma aula no Rio Grande do Sul, com certeza estarei lá. Força aí e espero que possas encontrar essa paz e tranquilidade que buscas, sendo em algum lugar fixou ou não.

  4. Eu amo seu blog. Não sou vegana, mas admiro suas receitas e posts. Sou bem básica, casada com 2 filhas de 8 e 4 anos. Mas adoraria ter tido coragem, grana e expeiencias como as que vc tem vivido. Parabéns pelo seu entusiasmo., alegria de viver e ensinamentos que nos passa pelo blog. Viajo sempre com vc. Boa estada em Londres e que Deus te abençoe. Bjs sua fã Keila Morais.Morais.

  5. Sandra, que bom ter notícias tão boas suas! Aproveite bastante que já estou contando os dias pra você “visitar” o Brasil novamente… Estou surpresa em ver brasileiros gostarem de baked beans, eu tenho um trauma de infância deles…rs… Bjs!

  6. Sandraaaaa, seus posts sempre são inspiradores! Me agrada um pouco querer não ter uma moradia fixa pra descobrir o que há nesse mundão. Uma vida tradicional não me seduz muito…

    Fico feliz por saber que haverá um update do Guia de Londres, daqui dois meses estarei aí e estou doida para experimentar essas delícias. Quem sabe te encontrar tbm!

    Boa sorte nessa próxima aventura da vida, espero que seja enriquecedora e te faça feliz!

    Um grande beijo, Sandra!

  7. Olá Sandra!
    Apesar de ter conhecido a “sua casa” alguns dias, já estava sentindo falta de ler novos posts. Nao sou vegana mas, confesso que o blog tem me feito ver muitas coisas de uma maneira diferente e a partir de ontem, veja só, o acucar já nao tem feito mais parte da minha rotina e espero assim continuar…
    Ah! Caso um dia venha morar na Alemanha (mais especificamente, no sul 🙂 ) Quero ter o prazer de conhece-la!
    Um grande abraco,
    Fran

  8. Sandra, adorei o post =) Quando começarem a encher o saco dizendo que jamais conseguiriam viver igual a você, seja em que aspecto for, lembra que você inspiração pra muitos leitores desse blog (pra mim, pelo menos, é ehehehe). Foi muito bom te conhecer e queria turistar gastronomicamente contigo algum dia 😛 bjs!

  9. Oi,Sandra! Amo seu blog, que acompanho ha tempos, mas nunca lhe escrevi, timidez, talvez. Estou escrevendo agora para dizer da minha admiracao e para lhe desejar muita sorte nessa nova etapa. Espero que, nessa sua vida de cigana, voce algum dia venha para a America do Norte ( moro no Canada). Me descupe a falta de acentos, meu teclado e gringo. Um grande beijo.

    PS: Ja que esta na Inglaterra, vou ficar esperando que voce invente alguma receita com marmite, que eu so como mesmo com torrada e manteiga vegana.

  10. Oi Sandra, fico feliz que tenha essa paz em não ter um canto definitivo. Isso é bom para viver o aqui e o agora. Vc. tem um talento para prender a atenção da gente ao escrever suas conversas. Escreva um livro diferente desse jeito que vc. sabe. Seu talento é imenso. E nos ensine a cozinhar diferente como já percebi que gosta de transmitir, ajudando as pessoas que já perceberam que só se desgarrando dos padrões sacramentados seremos realmente felizes em todo o conjunto do bem estar pessoal.
    Por favor, Vc. sabe a receita de moussaka libanesa com grão de bico, berinjela e tomate? Comi aqui em São Paulo mas a libanesa que cozinha e vende não vai me dar a receita. É bom comer com pão sírio. Obrigada. Meu email é reneecbr@gmail.com

  11. Olá!
    Fiquei muito feliz em conhecer o blog. Estou adorando todas as postagens!
    Gostaria muito que você falasse acerca do paradoxo do veganismo em Israel, fiquei bastante curiosa.

  12. Sandra, eu entendo o que você passa e sente. Eu gosto muito de crianças, acho que elas têm uma energia linda, mas decidi, junto com meu marido, por N motivos, que nós não teríamos filhos. É incrível ver a indignação das pessoas, é muito intrigante ver como elas não se conformam e não conseguem respeitar a sua decisão. As vezes tenho a impressão que nem todo mundo consegue ser livre pra tomar decisões de peito aberto e acaba por se revoltar contra quem o faz. É um exercício diário de paciência. Torço muito para que você viva sempre muito feliz e que independente das coisas materiais que te cercam, desejo que o seu coração esteja sempre em paz 😉 Um beijo e toda sorte do mundo nesta nova fase, estou aqui na maior expectativas por todas as novidades !!!! Beijos!

  13. Sou carioca, heterosexual, cantora, atriz e canceriana, totalmente dependente de ter uma lugar pra morar e chamar de meu. Faz um ano que resolvi aprender a cozinhar, honrando um pouco as raízes russas da família, que sempre valorizou a boa gastronomia. Seus relatos itinerantes me deixam com água na boca, para além das comidas que me deixam também. Como eu gostaria de poder fluir pelo mundo aprendendo e ensinando. Obrigada pela inspiração.
    Katia Bronstein

  14. Sandra, boa sorte neste novo pedaço de chão. Eu aqui no Brasil, fico torcendo para que tudo de certo. Não se esqueça a oração e o trabalho são os nossos pilares. Abraços de sua amiga e fã.

  15. Acho que muitas pessoas se comparam com a gente quando temos um “costume” diferente, daí a tendência de comentarem que não conseguiriam isso ou aquilo. Mesmo assim tb acho estranho!
    Espero que sejam lindos 6 meses, que aprendas, trabalhes, te inspire muito e sejas muito feliz!
    Teu blog é um espaço de inspiração e aprendizado na internet e sinto um carinho e respeito por ti aos leitores e a todos que é muito bonito. Não sei porque estou escreevendo tudo isso, enfim, acho que é pra te dar um certo conforto já que estás nesta troca de lares. Mesmo longe e sem conhecer muitos dos teus leitores saiba que tens pessoas que te querem muito bem!
    Te mando um beijo grande e um abraço aqui da Croácia,
    Marília

  16. Olá Sandra,

    Desejo que você tenha uma excelente passagem por Londres. Como todos que aqui escrevem, sou sua admiradora e acompanho animadamente seus posts.
    Tenho uma curiosidade: como escolhe a próxima parada? E sobre sua profissão de formação, não atua em nenhuma escala?
    Curiosidade de quem te admira e sonha em fazer algo parecido!

    Abraço

  17. Oi estou gostando muito dos seus relatos de viagem, almas ciganas sempre me fascinam, ainda mais com vindo junto co receitas saudáveis, muito bom!
    Boa estadia londrina!
    Abraço

  18. Sandra, que bom ter notícias suas! Se o blog é sua casa então nós leitores somos seus vizinhos. E como vizinha já sabe, no que precisar disponha. Fora de brincadeira, espero que brevemente você arranje um espaço seu. Bjs e tudo de bom

  19. Sandra, que bom saber que voce está bem, senti sua falta no blog. Tentei ser vegana, não consigo de jeito nenhum ficar sem leite e ovo!!!! Mas isto não quer dizer que eu não admire as comidas veganas heim…aprendo bastante com suas receitas e amooooo. Desejo que voce consiga realizar seus objetivos aí na Inglaterra. Se eu for para a Europa um dia, vou te avisar, para poder te encontrar, pois admiro muito o seu trabalho e suas receitas maravilhosas. Mil beijos no coração, fique com Deus.

  20. Eu já fui nômade e me dá uma belezura no coração quando leio de tuas viagens e sobre o carregar do teu canto nas costas. Sou “quase” vegetariana e adoraria ser vegana (circunstâncias e um pouco de preguiça o impede). Num mundo paralelo, ou talvez neste mesmo, adoraria ter relações abertas. Curto muito ler teus post e de vez em quando experimentar tuas receitas.

  21. These people just step into your shoes (mentally), and then fell there is no fit , so they say so. If you ever need remainder how snail (house fixed on your back) living is boring, swampy,etc, I am here to do it 😉
    Wish you sunny London, in all senses .
    P.S. All my basil and rosemary are yours. 🙂

  22. Querida Sandra,
    Outro dia deixei só um comentário, mas agora criei coragem para te escrever. Não sei se posso dizer que entendo o que você esta passando, mas também já tive a experiência de largar tudo para trás (emprego concursado, cidade e estado) e fui para outro lugar sem ter segurança alguma. O meu sentimento foi de muito, muito medo; a insegurança era terrível e mesmo tendo o apoio de minha família e de meu marido maravilhoso, havia dias (quase todos os dias)que eu chorava sozinha, achando que era a última criatura na terra e que ninguém poderia me compreender e me ajudar.
    Mas minha mãe sempre foi uma mulher de muita fé e me ensinou a confiar muito em Deus (de fato o último conselho que ela me deu nesta terra foi: filha sempre leia a Bíblia e ore), mas mesmo sendo espírita achava que os meus problemas nunca acabariam.
    Porém, isto aconteceu há mais de dez anos, e o meu bom Deus me ajudou, e agora estou no lugar que eu queria estar novamente.
    Ok. Eu sei que talvez os seus planos não sejam iguais os meus, mas sei que o nosso Pai tem o mesmo amor e cuidado por você. Não sei se você acredita em Deus ou não (não fique brava comigo, mas gosto de você como de uma irmãzinha querida), mas sei que Deus acredita muito em você, e espera que você continue fazendo do mundo um lugar melhor para se viver.
    Não sei se você se lembra, mas uma vez eu te disse que você mantém as coisas simples, mas acho que não me expliquei. As vezes eu encontro receitas complicadas e tento fazê-las porque parece que ficarão deliciosas, mas … elas são mais complicadas que gostosas, apesar da foto tão linda. Mas em relação as suas receitas, a maioria é tão simples, que vc não acredita que ficarão gostosas e o resultado é completamente OH! MY GOD,QUE DELÍCIA. Algumas vezes eu nem acredito que pratos tão simples sejam tão gostosos assim; e agora, leite de coco com café, como é que eu nunca tinha experimentado isto antes? (rsrsrs)
    Sabe querida, se você não me tivesse ensinado coisas tão simples e gostosas, provavelmente eu não teria conseguido continuar vegana, mas sabe qual o melhor conselho que vc me deu? COMA COMIDA DE VERDADE, e com este conselho eu ajudo todos os que eu posso,veganos e onívoros
    Talvez você não saiba onde vai morar daqui a alguns meses, e talvez não saiba o que o futuro te reserva. Mas não pense nem um minuto sequer, que você estará sozinha em seus problemas. Se seus parentes e amigos e seguidores (todos nós imperfeitos) gostamos tanto de você,imagine e nosso Paizinho, que te criou assim: complexa, corajosa,aventureira e com este enorme coração.
    Não quero fazer sermão (eu sei que ninguém gosta) mas termino com as palavras do nosso Irmão Maior:
    “Não ajunteis tesouros na terra, onde a traça e a ferrugem tudo consomem, e onde os ladrões minam e roubam;
    Olhai para as aves do céu, que nem semeiam nem segam, nem ajuntam em celeiros; e vosso Pai, celestial as alimenta. Não tendes vós muito mais valor do que elas?
    E qual de vós poderá, com todos os seus cuidados, acrescentar um côvado à sua estatura?
    E, quanto ao vosso vestido, porque andais solícitos? Olhais para os lírios do campo, como eles crescem: não trabalham nem fiam;
    E eu vos digo, que nem mesmo Salomão, em toda a sua glória, se vestiu como qualquer deles.
    Pois, se Deus assim veste a erva do campo, que hoje existe e amanhã é lançada no forno, não vos vestirá muito mais a vós, homens de pouca fé?
    Não andeis pois inquietos, dizendo: Que comeremos, ou que beberemos, ou com que nos vestiremos?
    (Porque todas estas cousas os gentios procuram.) De certo vosso Pai celestial bem sabe que necessitais de todas estas cousas).
    Mas buscai primeiro o reino de Deus, e a sua justiça, e todas estas coisas vos serão acrescentadas.
    Tudo de bom, de sua fã:
    Nelma

  23. “Onde estou agora” e eu mentalmente respondo “em nossos corações”. Você é nossa inspiração para muitas boas coisas. Sucesso, paz e muito trabalho bom nessa nova fase. Estamos torcendo!

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