Sobre casa, os amigos dos meus amigos e minha excentricidade

Desde que voltei pro velho mundo, algumas semanas atrás, não parei de conhecer pessoas bacanas. Eu já tinha alguns amigos maravilhosos aqui e eles estão sempre querendo me apresentar os amigos maravilhosos deles. Assim, entre health coaches, refugiados políticos, requerentes de asilo, aspirantes a naturopatas, gente que fez do ativismo sua carreira e militantes de todos os campos, minha tribo bruxelense vai se formando. Mas apesar de gostar de conhecer pessoas,  e os amigos dos meus amigos são muito interessantes, esses encontros sempre me deixam um pouco nervosa, porque sei exatamente como será a nossa primeira conversa. Começa assim:

– (amigo do amigo) Você é francesa?

– (eu) Brasileira.

– (amigo do amigo, que vou chamar de AA) E quando chegou do Brasil?

– (eu) Na verdade eu cheguei da Palestina.

– (AA) E o que levou uma brasileira a deixar o Brasil e ir morar na Palestina?

– (eu) Na verdade eu estava morando em Paris. Fazendo faculdade. Linguística.

– (AA) E foi fazer o quê na Palestina?

– (eu) Trabalhava em um projeto de mulheres, em um campo de refugiados.

– (AA) Trabalho original pra uma linguista.

– (eu) Na verdade eu trabalho com culinária vegetal.

– (AA) Na Palestina?!

– (eu) Em qualquer lugar.

– (AA) E você ficou lá quanto tempo?

– (eu) Cinco anos.

– (AA) Cinco anos!! Sozinha?

– (eu) Não, com a minha esposa.

– (AA) Palestina?!?!

– (eu) Francesa.

– (AA) Ah. Que você conheceu quando estudava na França.

– (eu) Não. Que conheci no campo de refugiados.

A medida que a conversa progride meu interlocutor vai arregalando os olhos e ficando mais confuso e eu sei que em poucos segundos ele vai fazer essa pergunta:

– (AA) E o que diabos você está fazendo em Bruxelas?

– (eu) Na verdade eu estava indo morar em Gaza…

Nesse momento o pobre amigo do amigo olha pra mim com cara de quem viu passar um unicórnio e mantém essa expressão durante o resto da conversa. Só nos últimos dois dias encontrei três pessoas diferentes e a conversa foi exatamente a mesma, sem tirar nem pôr uma linha, como se estivéssemos seguido um roteiro. Felizmente até hoje ninguém achou que eu estava inventando história pra dar uma de interessante. Fico sempre com a impressão que o amigo do amigo se despede pensando: “E eu que achava que era loucura o meu filho largar a faculdade pra passar um ano surfando no Havaí. Comparado à vida dessa moça, o projeto dele me parece até sensato.” Por ser o exemplo a não ser seguido estou ajudando muitos jovens a parecerem ajuizados e responsáveis diante dos pais. Às vezes eu queria ter uma história menos excêntrica pra contar, mas meu consolo é que pelo menos assim estou fazendo um favor ao filho do amigo do amigo.

Mães brasileiras são, geralmente, menos discretas e sentem a necessidade de me contar a que ponto se sentem aliviadas por não estarem no lugar da minha mãe. Depois das palestras sobre a Palestina, que faço quando passo pelo Brasil, tem sempre uma ou outra senhora que faz questão de falar comigo no final pra dizer: “Nunca que eu deixaria minha filha fazer metade do que você faz!” Depois perguntam o que meus pais acham das minhas peripécias e mal conseguem esconder a surpresa quando descobrem que não só eles ainda não morreram de infarto causado pela preocupação que eu dou como ainda continuam falando comigo.

Mas voltando aos amigos dos amigos que conheci nas últimas semanas, a conversa segue seu rumo passado inevitavelmente pelas mesmas perguntas, nessa ordem: “Não era difícil ser vegana na Palestina?”, “Não era perigoso ser lésbica na Palestina?”, “Como é que você fazia pra se manter se trabalhava como voluntária?”. Explicar os pormenores do meu caminho atípico não é exatamente a minha atividade favorita, menos ainda depois que passei a repetir a mesma história o tempo todo. Mas me coloco no lugar da pessoa na minha frente e entendo perfeitamente a curiosidade. Porém tem mais uma pergunta que sempre aparece na conversa, geralmente lá pelo final, e que, dentre todas, é a única que não gosto de responder.

-(AA) Você não sente saudade de casa?

Eu suspiro e me pergunto até onde ir com as explicações. Quanto tempo ainda tem o meu interlocutor? Até onde quero me abrir? Geralmente os europeus fantasiam bastante sobre o Brasil e imaginam que eu sofro horrores estando longe do sol tropical. Quando eu morava na Palestina encontrava frequentemente a mesma reação, tanto da parte dos amigos palestinos quanto israelenses. Eu sou de Natal e, convenhamos, fazendo abstração do tráfego absurdo (acredito que cada natalense tem dois carros e meio), a cidade é extremamente agradável. Quem trocaria dunas, praias e uma temperatura média anual de 28° por um campo de refugiados na Palestina? Ou pela cinzenta, chuvosa e gelada Bruxelas? Mas a verdade é que a noção de ‘casa’ pra mim não é o que as pessoas imaginam.

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Hoje está fazendo um mês que me mudei pra esse apartamento, onde as paredes amarelo-gritante me irritam, mas o piso é de madeira, tem um pseudo-fogo na lareira e a porta-janela da varanda deixa os raios de sol banharem a casa inteira quando o astro-rei resolve dar as caras. E pra surpresa de todos, incluindo eu mesma, me sinto bem aqui. Bruxelas não era a minha primeira opção, mas sou grata por ter a oportunidade de estar no meio do patchwork humano que é essa cidade, povoada de histórias que inspiram e que revoltam, onde iniciativas incríveis pipocam por todos os lados.

Minha concepção de ‘casa’ tem menos a ver com o lugar de onde eu vim e mais com o lugar onde eu decidi estar. Casa é onde tem uma cafeteira de pistão, um bule, um computador com internet e onde eu posso ser útil. Onde tem generosidade, amizades verdadeiras e amor. E nesse momento, comemorando o primeiro mês do meu ninho bruxelense enquanto degusto um café, escrevo essas linhas e troco mensagens telefônicas com a minha sobrinha Lenita e Leonard Cohen faz propostas indecentes no meu ouvido, me sinto em casa. Podem me chamar de tartaruga se quiserem, mas minha casa é onde estou.

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Talvez seja isso que eu deva dizer na próxima vez que os amigos dos amigos me perguntarem se não sinto falta de casa. Vou me aproximar da pessoa e falar em tom de confissão: “Na verdade (farei uma pausa pra olhar pros lados desconfiada, aumentando a dramaticidade do momento) sou uma tartaruga”. Um pouco mais de excentricidade nessa história não vai fazer muita diferença.

60 comentários em “Sobre casa, os amigos dos meus amigos e minha excentricidade

  1. kkkkkkkk…. como sempre… ADOREI O TEXTO! Queria ser como vc, mas sou aterrada nas minhas origens….. ( mas estou trabalhando, devagarzinho) para me libertar e me permitir novas histórias…..quem sabe numa outra encarnação, pelo menos….kkkkkk
    Fica com Deus e UM BEIJÃO!!!

    OBS: esse feriado (15 de nov) vou testar o bobó de camarão SEM camarão (com algas) que te falei!

  2. “E eu que achava que era loucura o meu filho largar a faculdade pra passar um ano surfando no Havaí. Comparado à vida dessa moça, o projeto dele me parece até sensato”

    Eu morri de rir!!!

  3. Concordo com o Marcos Ferreira “Que texto bacana. Me fez rir muito aqui com o diálogo!”. Mas confesso que ao final, enchi os olhos d’água. Nunca vi uma definição de “casa” tão perfeita, completa, emocionante, inteligente, sábia e todos os adjetivos positivos que possam existir. Permita-me repetir suas palavras: “Casa é onde tem uma cafeteira de pistão, um bule, um computador com internet e onde eu posso ser útil. Onde tem generosidade, amizades verdadeiras e amor”. Obrigada, Sandra Guimarães.

  4. Hahaha! Tartaruga é ótima!

    O conceito de “casa” (ou lar) muda muito quando se é um “expat”.

    Mas realmente para os europeus (principalmente de países menos ensolarados como Alemanha) não passa pela cabeça deixar um país quente, onde se pode frequentar as praias o ano todo, pelo velho continente, onde há épocas do ano em que as temperaturas ficam no negativo por semanas. E vejo que muitos brasileiros passam apertado no inverno. Quem sabe na Bélgica, um país latino, as coisas sejam diferentes?

    1. A Bélgica não é exatamente um país latino, pelo menos não totalmente. 59% da população fala holandês (só 40% fala Francês) e ainda tem uma pequena parte que fala Alemão. E o frio aqui também é grande e por causa da umidade (chove o tempo todo) parece ainda maior. Ou seja, uma combinação perfeita pra fazer a população inteira sonhar com terras tropicais 🙂

  5. Cheguei aqui ao pesquisar sobre vegetarianismo e buscar dicas e receitas sobre o assunto.
    Hoje acompanho sempre o site e adoro os textos que escreve. Trazem paz e bons sentimentos! 🙂

    1. Oi, Susana! Só passando aqui pra agradecer a sua sugestão! Gostei demais dessa palestra, me tocou muito 🙂 Vou compartilhar com amigos-tartarugas 😀

  6. Olá, Sandra.

    Obrigada por fazer uma postagem sem receitas, estava esperando uma oportunidade para me desculpar. Quando você publicou que não podendo ir para Gaza estava de mudança para Bruxelas eu critiquei sua excentricidade. No dia pareceu que seu ativismo era de ocasião e minha ignorância não me permitiu enxergar que flores nascem até sobre rochas. Onde quer que você esteja, você será sempre você.

    Senti também a obrigação de acrescentar algo na sua vida, que já melhorou tanto a minha. Vou tentar: você disse que lava os cabelos com sabonete. Eu também fugi do xampu, mas encontrei uma solução vegana e altamente eficiente para cuidar do cabelo, talvez você goste:
    http://zeliadiana.blogspot.com.br/2013/09/vaidade-redimida.html.

      1. Aproveitando, estou a 47 dias sem usar desodorante embaixo do braço, não, não estou fedida (ė a primeira pergunta das pessoas). Estou testando sua receita Sandra. 1 cs de bicarbonato e 1 cs de polvilho, coloquei num potinho. Fiz uma trouxinha com um pedaço de gaze, tipo peteca, coloquei um lacinho e me livrei do “roll on”. Quem sabe o próximo passo será seguir a dica da Zélia?

  7. Oi Sandra,
    gostei do texto. Concordo com vc. a respeito da definição de casa. Ainda hoje me perguntaram se pretendo continuar aqui aonde estou (França) ou mudar para outro lugar e minha resposta: ainda não sei, por enquanto estou me sentindo bem aqui, amanhã não sei, qualquer lugar. Passei uma temporada ai em Bruxelas e gostei muito, no inverno um pouco cinzento e chuvoso, mas muito bom de ficar em casa, olhando a chuva fininha lá fora e tomando chocolate quente.

  8. OLA,SANDRA

    ME IDENTIFIQUEI MUITO COM O POST:ESTOU A MAIS DE VINTE ANOS LONGE DO BRASIl,E A QUASE DEZ ANOS SEM VER MEUS PARENTES E AMIGOS DO BRASIL.O ENGRACADO E QUE AS PESSOAS SEMPRE ACHAM ESTRANHA A MINHA PERMANENCIA POR TANTO TEMPO FORA DO PAIS DE ORIGEM,NAO ENTENDEM E COBRAM A MINHA VOLTA. MAS COMO AFIRMA BONO VOX: LAR E ONDE SEU CORACAO ESTA.

  9. “Por ser o exemplo a não ser seguido estou ajudando muitos jovens a parecerem ajuizados e responsáveis diante dos pais. Às vezes eu queria ter uma história menos excêntrica pra contar, mas meu consolo é que pelo menos assim estou fazendo um favor ao filho do amigo do amigo.” Só morri de rir com essa parte. 😀

    Texto delicioso: divertido, poético, emocionante. Gratidão pelas palavras! <3

  10. Sandra, às vezes as pessoas (incluindo as mães) podem ser um pouco preconceituosas. Eu tenho uma filha de 6 anos, e a única expectativa que nutro para os anos vindouros é que ela seja feliz, de verdade. Mas se virar uma moça bacana e que faça a diferença no mundo como você, melhor ainda. 😉

    Beijos.

  11. Sou muito apegada à minha família e provavelmente é uma das razões de nunca ter pensado em sair de Brasília. Mas de vez em quando sinto algumas vontades de passar uns tempos em novos ares. Meu irmão Fernando já passou algum tempo morando na Europa e conheceu gente de todo lugar e todo jeito, o que me parece incrível! Mesmo que seja cansativo ter de ficar explicando sua “excentricidade”!!
    Por enquanto fico aqui acompanhando “as aventuras de uma tartaruga!”

  12. Que texto mais delicioso! Identifiquei-me bastante, esse é um serviço que eu também presto aos filhos dos amigos da minha família. E lar nem sempre é um lugar às vezes são pessoas, causas é a noção de pertencimento. O meu já foi uma ocupação, uma ONG, a casa de amigos, a estrada, um acampamento, a aldeia hippie… e só ocasionalmente a casa dos meus pais. Acho que as pessoas estão muito acostumadas com essa vida engessada, com a “estabilidade” adorada pelo capital, eu do meu lado quero mais uma vida livre enquanto sonho com um mundo sem opressões e sem fronteiras.

  13. Sandra! Que post maravilhoso 🙂 Estou passando só para avisar que testei (e amei) sua deliciosa sopa de lentilha coral, jerimum e coco. Infelizmente não vou poder repetir a receita tão cedo já que moro em natal e só encontrei a lentilha quando fui visitar parentes em brasília 🙁 Tudo de bom no seu novo lar, querida. Não esqueça de marcar um encontro com os leitores quando estiver por aqui! Beijinhos :*

  14. Colega, muito bom o texto. Muitas gargalhadas. Me fez lembrar de um tempo em que ouvia você contanto suas aventuras enquanto tomávamos um café…
    Feliz que você encontrou um cantinho pra chamar de seu! Até quando, não se sabe…

  15. Ah, Papa, sua adorável poesia dá de papar pra minha alma! (E meus trocadilhos infames provavelmente dão azia pra sua!)

    Ri muito com seu diálogo! Se a gente ganhasse um chocolate belga pra cada vez que explicamos nossas excentricidades…! (Minha família é supremamente excêntrica, uma mistura de vários casamentos, dez irmãos, muitos quilômetros separando todos. Quando chego no ponto que meu meio irmão mais velho tem 41 anos e o mais novo dois meses, as pessoas já estão com os queixos caídos há tanto tempo que começaram a babar.)

    Tenho uma teoria: excentricidade é doença. Benigna, em geral. Mas é uma coisa louca: você começa com uma pequena esquisitice (como querer rolar na feira abraçada a uma melancia, não é?) e a coisa vai tomando conta da sua vida. Quando você vê, virou uma tartaruga!

    (Nem tenho nada pra acrescentar à sua definição de casa, pra não correr o risco de fazer como a velhinha que tentou restaurar o quadro do século 19. Coisa linda assim, melhor deixar ser linda em paz.)

    1. Você está certa, é doença. E parece que é de família porque enquanto eu tenho que controlar minha vontade de abraçar uma melancia e sair rolando no chão da feira, minha irmã vez ou outra se exaspera com as pessoas e quer sair correndo pelada pela rua… Mas a gente se controla.

  16. kkk que legal esse texto, é isso mesmo casa é onde estamos no presente, é onde nos sentimos uteis e felizes , é onde as pessoas ao redor nos compreendem e nos ACEITAM!!!!! concordo 100% com voce, tbem sinto isso, uma Tartaruga!!!

  17. Olá, descobri este blog há alguns meses e eis uma pergunta que paira na minha cabeça desde a primeira postagem que li: “Como é que ela faz pra se manter se trabalha como voluntária?”.

    Não é por mera curiosidade. É pesquisa de campo, rs. Admiro demais essa gente capaz de burlar a ordem do sistema. Admiro demais a sua coragem e decisão! O blog todo me inspira e seus textos, muitas vezes, são lembretes dos compromissos que estabeleci comigo mesma. Muito obrigada!

    Achei que era o momento oportuno para expressar minha gratidão! E que seja um ciclo novo maravilhoso em Bruxelas.

    Abraços!

    1. Se eu ganhasse um real cada vez que alguém me pergunta isso teria dinheiro pra ser voluntária o resto da vida 🙂 Mas falando sério agora, entendo a curiosidade e sei que tem muita gente que sonha em seguir esse caminho, por isso se interessam pela minha história. Não tem mágica: se você trabalha como voluntária (de graça) tem que ter uma fonte alternativa de dinheiro. Eu vivi os primeiros anos com umas economias que tinha (na verdade com todas as economias que tinha). Eu levo uma vida muito simples, não me empolgo pra comprar nada (além de comida, claro), só uso roupa de segunda mão, não bebo, não gosto de sair à noite… Ou seja, não tenho muitas despesas. Meu único luxo são as passagens de avião pra ir visitar a minha família no Brasil, ou a de Anne na França. Depois que as economias acabaram eu comecei a fazer bicos, dando umas aulas de francês por aqui, traduzindo uns livros por ali… Dando aula de culinária, escrevendo ebooks. Meus fins de mês são extremamente apertados e se não tivesse Anne ajudando a pagar as contas eu provavelmente não poderia ter ficado 5 anos sem salário. Mas a gente vai levando e até hoje nunca faltou teto sobre a minha cabeça e nunca fui dormir com o estômago vazio 🙂

  18. Oi Sandra, parabéns pela jornada, sua vida é muito inspiradora. Estou me preparando para sair de São Paulo e me jogar no mundo em busca da minha missão. O ano de 2013 foi muito difícil pra mim, mas seu blog foi um grande companheiro. Posso dizer que hoje sou (quase) vegana por sua influência (ainda não consegui dar um adeus definitivo aos queijos), e como a arte de cozinhar e comer ficaram interessantes com toda essa informação. Há 3 anos atrás eu ainda comia que nem criança, só cozinhava macarrão e tinha aversão a qualquer coisa verde. Até que me tornei vegetariana, mas daquelas que faz tudo errado. Então encontrei seu blog, e, junto a necessidade de tratar um problema de tireóide, decidi levar o veganismo a sério. Hoje tomo sucos verdes diariamente, só compro produtos orgânicos, além de vegana me tornei simpatizante da culinária viva, (a princípio também por sua influência, com aquela receita do macarrão de abobrinha no pesto de tomate) e comecei a fazer até cosméticos em casa. E a minha saúde está ótima, obrigada.
    Comecei fazendo assim: a cada dia que acordava checava a geladeira, via o que tinha disponível, checava alguma receita sua condizente com meus ingredientes, imprimia e colocava numa pastinha de folhas plásticas. Hoje essa pastinha está recheada de receitas suas, todas testadas e aprovadas. Então passei pra compartilhar essa experiência, agradecer e fazer uma pergunta: ganhei um vale livro da livraria Saraiva e pensei em pegar um livro de receitas veganas. Até agora aquele Veganomicon me pareceu a melhor escolha. Você tem algum outro mais querido pra me indicar?

    Bom, é isso. Muita gratidão mesmo. Espero conhecê-la algum dia. Um abração.

    1. Acho que meus leitores não imaginam a que ponto comentários como esse mexem comigo. Eu fico com a impressão de ter ganhado o dia, de ter conseguido colocar o meu conhecimento e trabalho à disposição de quem precisa e isso me enche de alegria e gratidão. Obrigada por ter compartilhado isso tudo comigo, Bianca. E espero te conhecer um dia e receber esse ‘abração’ de verdade:)

  19. Oi Sandra,
    Gostaria que vc. desse uma olhada neste video, se é que já não conhece “Noivas do Cordeiro”. Uma comunidade do interior de Minas Gerais. Uma comunidade assim que gostaria de chamar de minha “casa”

  20. Oi, querida, delícia de texto! Temos em comum também o desprendimento para mudanças, além de Leonard Cohen. É engraçado, né? Basta fugir um pouquinho do convencional e viramos coisa rara exótica. Olha, tenho duas crias-zinhas e torço muito para que as referências delas sejam pessoas corajosas e amantes dos humanos e da comida como tu.
    beijo,

  21. Amei seu texto Sandra! Concordo plenamente com a sua definição de “casa”. “Casa” para mim é onde eu decidi morar e não o lugar onde eu nasci. Fazem 4 anos que moro no Canadá e muitas pessoas não me entendem quando me recuso a dizer que o Brasil é o meu país. O Brasil para mim é um país lindo e onde mora minha família e amigos, e um dia já foi minha casa. Mas hoje minha “casa” é onde eu decidi morar e onde meu coração está 🙂

    Um grande beijo e tudo de bom na sua nova vida em Bruxelas!

    Fernanda

  22. Sandra vc eh fantastica! Um dia espero conhece-la pessoalmente e aprender mais sobre gastronomia transcedental (eh pq suas receitas fazem isso conosco… deixa o abacate amadurecer que o tao sonhado creme se tornará realidade em minha casa kkkk)
    abracos
    ana carla.

  23. Olá Sandra! Encontrei seu blog a pouco tempo, estou em uma fase de pesquisa para seguir o veganismo, sou ovolactovegetariana, uma vez nesse mundo você começa a entender tantas coisas e perceber que ser vegetariana já não é o suficiente… Seu blog tem me ajudado muito, e seus textos são divinos! Sua vida também é uma inspiração, pela coragem de seguir seu sonhos…
    Abraços de sua nova admiradora.

    Sonia.

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