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Percebi recentemente que pudim de chia pode ser uma decepção pra algumas pessoas, principalmente pessoas que cresceram no Brasil e que associam a palavra “pudim” com uma sobremesa ultra doce e gordurosa. Então deixa eu começar explicando que o “pudim” aqui faz referência à consistência dessa preparação, um creme levemente gelatinoso, não àquela sobremesa feita com leite condensado e ovos, tão apreciada pelo nosso povo. Uma coisa não podia estar mais longe da outra.

Tirando da mesa as expectativas que o nome sugere, o que sobra? Uma preparação leve, rica em fibras e ômega 3, porque a essa altura do campeonato todo mundo e o seu cachorro já sabem que chia é uma excelente fonte de ômega 3. Se é novidade pra você, leia esse post que escrevi em 2011, quando a chia ainda era novidade no Brasil. Ele é perfeito pra ser degustado no lanche ou no café da manhã. E se você fizer a versão com chocolate, ele pode virar sobremesa.

Como a semente de chia em si não tem muito sabor, o pudim feito com ela está mais pra um iogurte do que pra uma sobremesa. Claro que iogurte é um alimento fermentado e tem probióticos, o que esse pudim não tem, mas estou me referindo à maneira como vemos e degustamos essa preparação. Ele pode ser servido com granola, frutas frescas e pode ser batido com outros ingredientes (antes de juntar a chia) pra ficar mais gostoso e interessante. Depois que você dominar a técnica de preparo, as variações são infinitas.

Meu leite preferido pra fazer pudim de chia é o de coco, que faço em casa (receita aqui). Se quiser um pudim mais cremoso e saboroso, bata o leite de coco (ou o leite que estiver usando) no liquidificador com 1 colher de sopa de óleo de coco derretido antes de misturar com a chia. O frio da geladeira vai agir no óleo de coco, que é uma gordura saturada e se solidifica em temperaturas baixas, e deixar o pudim mais encorpado. Isso é especialmente importante se você estiver usando um leite leve e pobre em gordura, como o de arroz ou aveia.

Pra transformar o pudim de chia em algo mais interessante e gostoso, minhas dicas são: além do leite + chia 1- acrescente uma fonte de gordura boa (óleo de coco, pasta de amendoim, pasta de amêndoa, tahina) pra dar cremosidade; 2-“tempere” com especiarias (canela, cardamomo, gengibre, baunilha) ou com cacau e 3-sirva com frutas frescas. Assim não só o sabor fica muito melhor, mas você terá um lanche completo, com fibras, proteína e gordura boa (incluindo o ômega 3 da chia). E como o pudim de chia é uma daquelas receitas que devem ser preparadas no dia anterior e se conserva vários dias na geladeira, você pode preparar uma quantidade maior e degustar durante a semana, variando as frutas do acompanhamento.

Abaixo a receita de base e duas das minhas variações preferidas. O objetivo é servir de inspiração, então sinta-se livre pra substituir os ingredientes e criar variações.

Pudim de chia básico

Como líquido você pode usar o seu leite vegetal preferido ou até mesmo suco de uva integral. Como chia tem um sabor neutro, use um leite que você goste, pois esse será o sabor que você vai sentir no final. Usei as medidas padrões aqui pra não ter confusão (xícara e colher de sopa medidoras). As proporções indicadas abaixo produzem um pudim na consistência que eu gosto, mas se você preferir um pudim mais ou menos encorpado, adapte a quantidade de chia.

1x de líquido (240ml)

3cs de chia

Açúcar de coco, melado, agave ou o seu adoçante preferido, se necessário

Misture a chia com o leite vegetal e, se necessário, adoce como preferir. O segredo pro pudim ficar cremoso e homogêneo, sem aglomerações de chia, é misturar bem a chia com o líquido e mexer novamente a cada minuto por uns 5-10 minutos. Não é complicado, basta deixar o pudim do seu lado enquanto você faz um café, ou prepara o jantar e dar uma mexidinha de vez em quando, até ele ficar encorpado e as sementes tiverem aumentado de volume. Depois é só cobrir e transferir pra geladeira. Não se preocupe que a chia vai continuar absorvendo o líquido e a mistura vai ficar mais encorpada no dia seguinte. Por isso os resultados são melhores se você preparar o pudim na noite anterior.

*Obviamente suco de uva integral não precisa ser adoçado e dependendo do leite vegetal usado (coco e arroz, por exemplo, são naturalmente adocicados) e da maneira como você quiser comer o pudim (puro ou acompanhado com frutas frescas), talvez você não sinta necessidade de adoçar.

*Você pode juntar um punhado de frutas secas (passas, abacaxi, figos ou damascos picados) ao seu pudim, no momento em que misturar a chia com o leite, pra adoçar naturalmente a mistura. No dia seguinte as frutas estarão hidratadas e suculentas.

 

Pudim de chia com cacau e pasta de amendoim

Usei tâmaras do tipo medjouls, que são macias, suculentas e grandes. Se você usar outro tipo de tâmara vai precisar aumentar a quantidade e provavelmente deixar de molho na água quente por alguns minutos antes de triturar pra facilitar o trabalho do liquidificador. Você pode usar passas no lugar das tâmaras, açúcar de coco ou melado. Use a quantidade que for preciso pra que fique doce o suficiente pro seu paladar. Dica: você vai acrescentar a chia, que não é adoçada, ao líquido, então se você gosta de preparações mais doces, deixe o líquido um tiquinho mais doce do que você gostaria pra compensar o acréscimo da chia mais tarde. Você pode usar pasta de amêndoas ou de avelã no lugar da pasta de amendoim.

1x de leite vegetal (usei de espelta, mas pode ser coco caseiro, arroz, amêndoa, aveia, soja…)

1cs de cacau em pó (puro, sem açúcar)

1cs de pasta de amendoim (pura, não adoçada)

2 tâmaras

3cs de chia

Nibs de cacau (opcional)

Bata o leite, cacau, pasta de amendoim e tâmara no liquidificador até a tâmara se desfazer totalmente. Transfira pra um recipiente com tampa e misture a chia como indicado na receita acima. Cubra e leve à geladeira por uma noite. Sirva polvilhado com nibs de cacau. Rende 2 porções comportadas. Se conserva alguns dias na geladeira. Também fica uma delícia acompanhado de rodelas de banana.

Pudim de chia com mirtilo, coco e cardamomo

Mirtilo com coco e cardamomo é uma mistura celestial! É o meu pudim de chia preferido do momento. Se você não tiver mirtilos, pode usar morangos bem maduros, que também vão muito bem com coco e cardamomo. Mamão ou banana são igualmente deliciosos no lugar dos mirtilos.

1x de leite de coco fresco 

1cs de óleo de coco virgem

1x de mirtilos (ou uma das frutas sugeridas acima)

1/3cc de cardamomo em pó

4cs de chia

Bata todos os ingredientes, com exceção da chia, no liquidificador até ficar homogêneo. Transfira pra um recipiente com tampa, junte a chia e misture seguindo as instruções da receita de base. Cubra e leve à geladeira por uma noite. Sirva com mais mirtilos ou bananas em rodelas. Rende 2 porções.  Se conserva alguns dias na geladeira.

Papa de aveia com farinha de coco, chia e banana caramelizada

Muito obrigada pelas mensagens deixadas no meu último post. Ainda não tive tempo de reponder a cada um de vocês, mas queria que soubessem que elas me encheram de alegria. Estou nesse momento abraçando mentalmente cada um de vocês. Obrigada.

Continuo (extremamente) ocupada com o livro (pra todos os que pediram mais informações sobre ele, aguardem que em breve falarei mais sobre o assunto) e sem meu computador. Estou usando um computador emprestado, mas que está mais cansado do que eu, tem um teclado sem nenhum acento e que não corrige textos em Português, por isso vou logo me desculpando se cometi algum atentado à nossa língua. Mas esse blog está precisando muito de uma receita. E não qualquer receita, uma receita capaz de reconfortar depois desse período tão sombrio

Quem leu esse post sabe que cresci comendo papa de aveia e pra mim ela sempre será o equivalente comestível de um abraço de mãe. Reconforta, alimenta e aquece a alma. Já publiquei algumas receitas de papa de aveia aqui e parece que muita gente virou fã depois de ter experimentado em casa. Fico muito feliz em ter conseguido fazer algumas pessoas entenderem, enfim, toda a deliciosidade dessa comida tão humilde, mas que é extremamente nutritiva. Tem tanta gente por aí achando que investir na saúde significa comprar super alimentos exóticos e suplementos alimentares que custam uma fortuna, mas que ignoram que alguns dos melhores alimentos pra nossa saúde são baratinhos e são vendidos em qualquer mercearia. A aveia é um ótimo exemplo.

Mas essa papa é muito especial. E tem super alimentos exóticos e caros, mas eu posso explicar. A aveia sozinha já é muito nutritiva. Meia xícara de aveia em flocos (40g) tem 6g de proteína, 4g de fibra e é pobre em gordura (zero gordura saturada, zero colesterol). Mas eu acho que papa de aveia é o veículo ideal pra todo tipo de super alimento por três motivos. Primeiro porque ela tem um sabor suave, que combina com uma infinidade de outros sabores e pode ser personalizada à vontade. Segundo porque isso vai melhorar muito o seu café da manhã (pão com café pode ser bom de vez em quando, mas está longe de ser a opção mais nutritiva). Depois do jejum da noite seu corpo ficará extremamente feliz em começar o dia com uma refeição carregada de nutrientes. E terceiro porque super alimentos são super caros e acho um absurdo usa-los em receitas que, por serem carregadas de ingredientes nada saudáveis, vão acabar minimizando suas propriedades nutritivas. Por exemplo, usar chia ou farinha de coco em bolos e outras sobremesas. Sei que essas iniciativas partem de uma boa intenção, que é deixar sobremesas mais saudáveis, e eu não estaria fazendo essa crítica se chia e farinha de coco fossem baratinhas. Mas a verdade é que super alimentos são produtos de luxo que pesam no bolso, então a maioria das pessoas (incluindo eu mesma) só pode usar pequenas quantidades por vez. Logo a maneira mais inteligente de consumi-los é misturando com alimentos que também são saudáveis, maximizando assim os benefícios pra saúde. Por isso acho que papa de aveia é o veículo ideal pra eles. E essa receita tem não um, não dois, mas TRÊS super alimentos, além da aveia : semente de chia, castanha do Pará e farinha de coco.

A farinha de coco que comprei no Brasil (não estou ganhando nada pra fazer a propaganda desse produto, só recomendo porque realmente gostei dele).

Tudo que sei sobre a chia está nesse post, com mais algumas coisinhas nesse outro post. Falei sobre castanhas do Pará nesse post sobre oleaginosas. E se você ainda não conhece a farinha de coco, leia as próximas frases com atenção, pois tenho certeza que será o novo super alimento da moda no Brasil (ela já faz sucesso em outros lugares). Vi farinha de coco pela primeira vez dois anos atrás, em uma loja de produtos orgânicos na França. Até então eu nunca tinha ouvido falar dela, mas fiquei curiosa pra testa-la na minha cozinha. A embalagem explicava que farinha de coco era o que sobrava da polpa do coco maduro depois de ter sido prensada pra extrair o óleo de coco virgem. Ou seja, aquele bagaço que sobra na peneira depois que fazemos leite de coco em casa, só que desidratado e triturado finíssimo. A maior vantagen dessa farinha é que ela é riquíssima em fibras, mas também tem bastante proteína, além de não ter glúten. Esse ano, durante as férias no Brasil, encontrei farinha de coco orgânica em um supermercado da minha cidade e agora posso falar desse ingrediente sabendo que vocês vão poder compra-lo aí, se quiserem experimentar. Mas notei uma diferença entre a farinha de coco que comprei na Europa e a farinha de coco brasileira. Enquanto a primeira era branquinha e bem fina, a segunda tem um cor bege e é mais granulada. Mas a diferença principal parece ser o método de fabricação. Pelo que entendi (lendo a embalagem e o site do fabricante), a farinha de coco brasileira é feita de polpa de coco madura, triturada e desidratada, e não do bagaço que sobra depois da extração do óleo de coco. Escrevi um email pra empresa pedindo maiores esclarecimentos, mas nunca recebi resposta. Minha confusão aumentou quando comparei a quantidade de nutrientes das duas. Imaginei que, por conter ainda todo o óleo de coco, a farinha brasileira seria mais calórica, mas elas são praticamente idênticas em tudo (fibras, calorias, proteina). Mistério…

Vi várias receitas de bolos e muffins usando farinha de coco (misturada com outras farinhas ou pura) e acho que deve ser uma delícia. Mas paguei quase 15 reais por um pacote de meio quilo dessa farinha, então, como expliquei mais acima, acho melhor consumi-la em pequenas quantidades, pra fazer meu pacotinho durar meses. Como a vantagem principal desse produto é a grande quantidade de fibras, acrescentar uma colher de sopa na sua papa já é suficiente (uma colher de sopa dessa farinha tem 4,5g de fibras !). Então me diverti um pouquinho calculando a quantidade de maravilhas que tem na receita de hoje. Uso meia xícara de aveia ( 4g de fibra e 6g de proteína), 1 colher de sopa de farinha de coco (4,5g de fibra, 1,3g de proteína), 1 colher de sopa de chia (5,5g de fibra, 2g de proteína), uma banana (3g de fibra, 1g de proteína), uma xícara e meia de leite de amêndoas (11g de proteína) e duas castanhas do Pará (2g de proteína). Então essa papa tem 17g de fibra e 23,3g de proteína ! Lembrem-se que precisamos de 25g a 35g de fibra por dia e de 0,8g de proteína por quilo de massa corpórea. Pra fazer uma comparação malvada, se o seu café da manhã é um pão francês com uma fatia de queijo mussarela, você está consumindo 7g de proteína e zero fibra. Caso seu café da manhã seja mais « saudável » e você coma duas fatias de pão 100%  integral com uma colher de sopa de requeijão, você esta colocando dentro do corpo 11,72g de proteína e aproximadamente 6g de fibra. E tem gente achando que pão integral é a coisa mais fibrosa (e saudável) que existe…

Mas voltemos à nossa papa. Com 17g de fibra, 23,3g de proteína (eu RIO na cara de quem diz que minha alimentação é carente em proteína, ha, ha, ha !), pouca gordura saturada e zero colesterol (o que nao é o caso do pão com queijo), todo o selênio que precisamos em um dia, graças às castanhas do Pará, e uma boa dose de ômega 3, graças à chia, não tem maneira melhor de começar o dia. Quase esqueço de dizer que essa papa também é delicosa. Sempre misturei banana com minha papa de aveia matinal, mas desde que comecei a caramelizar a banana, essa fruta tão singela deu uma nova dimensão ao meu café da manhã. E combinada com o sabor suave de coco (farinha de coco tem um gosto delicado, mais tímido do que coco ralado, e nessa receita ele não vai incomodar quem não gosta de coco) ficou melhor ainda. Sou tão apaixonada por essa receita que faz três meses que a preparo todas as manhãs, religiosamente, e ainda não enjoei. Muitas vezes vou me deitar pensando na papa delícia que me espera na manhã seguinte…

Papa de aveia com farinha de coco, chia e banana caramelizada

Uso aveia em flocos grossos que trituro levemente no liquidificador (na verdade uso a função ‘pulsar’ e pulso duas ou três vezes). Assim parte dos flocos vira farinha, fazendo com que a papa cozinhe mais rápido e fique bem cremosa. Você pode usar aveia em flocos finos, pra evitar esse trabalho extra. Essa papa é adoçada unicamente com uma banana, porque gosto assim, mas sinta-se livre pra usar um pouco de açucar mascavo, passas ou aumentar a quantidade de banana pra fazer uma papa mais docinha. Falando em banana, eu compro vários quilos e quando elas ficam do jeito que gosto (maduras, mas não demais) corto em rodelas e congelo em sacos. Assim nunca falta banana pro meu café da manhã. Coloco as rodelas congeladas diretamente na panela na hora de fazer a papa. Uso leite de amêndoas, mas você pode substitui-lo pela mesma quantidade de leite de soja. Nesse caso sua papa terá 21,3g de proteína (a fibra continua a mesma). No dia da foto eu estava sem castanhas do Pará, mas sempre polvilho minhas papas com elas (ou com nozes). Castanha do Pará é uma das melhores fontes de selênio, um poderoso antioxidante que estimula o sistema imunológico e protege o coração. Duas unidades fornecem o selênio que precisamos em um dia.

1 banana (é mais fácil caramelizar se ela estiver congelada)

1/2x de aveia em flocos (leia acima)

1cs de farinha de coco

1 1/2x de leite vegetal (uso esse leite de amêndoas, mas preparado com 4x de água)

1cs de sementes de chia

1/3 cc de canela

uma pitada de sal

2 castanhas do Pará

Corte a banana em rodelas e cozinhe, em uma panela bem pequena, até ficar ligeiramente caramelizada. Cozinhe em fogo baixo, sem colocar água nem gordura na panela, pois a banana vai caramelizar sozinha. Vire os pedaços de banana pra caramelizar do outro lado. Amasse a banana com uma colher de pau (veja as fotos acima) e retire do fogo por alguns instantes. Polvilhe a aveia em flocos e a farinha de coco sobre a banana e despeje 1/2x de leite por cima. Misture bem com a colher de pau, pra umedecer a aveia, e junte mais 1/2x de leite, a canela e uma pitada de sal. Coloque novamente sobre o fogo e cozinhe, mexendo de vez em quando, até ficar cremoso. Quando a papa estiver cozida junte a 1/2x restante de leite e assim que começar a ferver desligue o fogo. Polvilhe a papa cozida com as sementes de chia, mexa mais uma vez e deixe descansar, coberta, por 3 minutos. Sirva com as castanhas do Pará picadas e, se quiser uma papa mais docinha, algum adoçante natural. Rende 1 porção.  Como essa papa é riquíssima em fibras, aconselho acompanha-la de bastante líquido, pros 17g de fibra não ficarem entupidos lá dentro. Eu gosto de comer minha papa com uma caneca de chá (preto ou verde), mas você também pode acompanha-la de um suco natural ou simplesmente beber bastante água durante a manhã.

Vitamina de pêssego, banana e chia

Desastres culinários acontecem com os melhores cozinheiros e a minha humilde cozinha não poderia ser uma exceção. Desde ontem afago, acaricio e converso com uma bola de massa que deveria se transformar em bagels hoje. Minha agenda de afazeres do mês de novembro está assoberbadíssima e a ideia era congelar pão pras próximas duas semanas. Mas os deuses do pão não estavam do meu lado. Não sei o que deu errado, porém suspeito que meu fermento pra pão venceu e não faz mais efeito. O fato é que meus bagels não cresceram nada, ficaram tão densos e pesados quanto tijolos de barro e são totalmente intragáveis. Enquanto digito essas linhas uma fornada de 16 (16!!!!) bagels aguarda o seu destino no forno apagado. Na verdade 15, pois comi um pra tentar me convencer que, não, não, meus pãezinhos não são tão ruins assim, e acabei com o equivalente a um quilo de cimento no estômago. Ai! Infelizmente o destino da fornada será o lixo. Nem me lembrem do desperdício que isso significa, pois minha consciência já está tão pesada quanto o meu estômago!

Por causa disso não tive condições (espaço no estômago) pra almoçar, mas como precisava ingerir alguma coisa e achei um saquinho com pêssegos no congelador (lembranças do verão), fiz uma vitamina. Geralmente é isso que tomo quando preciso me alimentar, mas ao mesmo tempo estou sem vontade de comer. E gosto de aumentar os nutrientes das minhas vitaminas juntando uma colher de sopa de sementes de chia. Se você estava procurando mais uma maneira de incorporar essas sementinhas mágicas na sua alimentação, acabou de encontrar.

P.S. Prometo que a receita dos bagels (os bons, não os feitos de cimento) aparecerá aqui semana que vem. Felizmente certos dias sou capaz de fazer bagels deliciosos.

Vitamina de pêssego, banana e chia

Pelo menos uma das duas frutas deve estar congelada, mas se quiser uma mistura parecida com um sorbet, use as duas frutas congeladas. Acho que leite de amêndoas casa perfeitamente com pêssegos, mas você pode usar leite de soja ou outro leite vegetal (de preferência não adoçado). Você também pode substituir os pêssegos por outra fruta (mamão se dá muito bem com banana). Quer saber tudo sobre a chia? Leia esse post e mais esse.

1x de pêssegos em cubos (frescos ou congelados)

1 banana (fresca ou congelada)

1x de leite de amêndoas gelado (ou seu leite vegetal preferido)

1cs de sementes de chia

Bata todos os ingredientes, menos a chia, no liquidificador até ficar cremoso. Junte a chia e pulse duas ou três vezes (só o suficiente pra misturar as sementes com o líquido, sem necessariamente tritura-las). Sirva imediatamente. Rende uma porção generosa.