Acabo de voltar de quatro dias em Paris. Uma das melhores coisas de ter voltado a morar na Europa é poder pegar um ônibus ou um trem e em duas horas estar em outro país. Dessa vez fui dar aulas de culinária palestina e preparar um jantar pra acompanhar a exposição de uma noite que Anne fez por lá. Eu sei, não faz muito sentido ter aulas de culinária palestina com uma brasileira, mas acabei virando a rainha do hummus e do makluba. Claro que todas as minhas aulas são veganas, mas isso nunca foi um problema. A culinária palestina é extremamente vegan-friendly e é fácil veganizar os pratos que geralmente usam animais. Quando eu morava em Belém minha vizinha, Violete, era uma palestina cristã ortodoxa e durante a quaresma ela seguia (como os outros cristãos ortodoxos) um regime completamente vegano. Violete e outros amigos palestinos cristãos me ensinaram as versões veganas dos pratos mais tradicionais e como passei anos trabalhando num projeto de culinária no campo de refugiados de Aida pude acumular bastante conhecimento sobre o assunto. Mas se alguém tivesse me dito alguns anos atrás, quando fui morar na terra santa, que um dia eu daria aulas de culinária palestina eu teria dado uma gargalhada. Pois é, a vida é cheia de surpresas (felizmente).

Estou planejando dividir com vocês uma das receitas palestinas mais famosas, mas vai ficar pro próximo post. Hoje deixo vocês com algumas fotos da viagem. Mesmo depois de ter ido à Paris tantas vezes e de ter morado seis anos lá, a beleza dessa cidade sempre me tira o fôlego.

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Ah, os banheiros dos parisienses… Sentar no trono acompanhada de dezenas de escritores ilustres é um imenso prazer.