Sou dessas pessoas que adoram dividir os momentos felizes, mas que preferem sofrer quietinhas num canto, sem testemunhas por perto. Sempre pensei que a razão desse meu comportamento era poupar os outros de preocupações desnecessárias, mas depois de muito meditar sobre a questão percebi que tem uma parte de orgulho também. Prefiro segurar as pontas sozinha porque se o frio dado é sempre proporcional à espessura do cobertor, eu não tenho razão pra reclamar. Continuo sem vocação pra reclamar, mas decidi parar de fingir que esse negócio de sofrer não é pra mim.

Se você acompanha o blog há algum tempo deve ter notado que ando ausente. Antigamente postava duas, três vezes por semana. Ultimamente passei a postar com uma frequência muito menor e já faz algumas semanas que minha sala de estar/cozinha virtual, que é como vejo esse espaço, está vazia. Hesitei em explicar a razão do meu sumiço, tem uma voz me dizendo que provavelmente estão todos ocupados e que nem notaram a minha ausência, que não tem ninguém sentando do outro lado da tela esperando um post novo… Mas a presença de vocês aqui no blog, vocês que deixam comentários tão emocionantes e que fazem parte da minha vida (e não só a virtual) é tão importante pra mim que me sinto na obrigação de dar explicações.

As coisas não andam fáceis do lado de cá da tela. Sem entrar muito nos detalhes, minha vida nunca esteve tão instável. Estou assim sem ponto de referência, sem chão, sem saber bem quem eu sou nem pra onde vou. Tenho a absoluta certeza que a situação vai se resolver e que no final vai dar tudo certo. Tenho essa fé cega na vida, o que nunca me fez perder as esperanças. Então ninguém precisa se preocupar, pois estou no casulo cósmico-emocional onde a gente repousa antes de virar borboleta. Vim aqui explicar a situação pra me desculpar pela ausência.

Mas daqui a pouco eu volto. E sinto que tem muita coisa boa pela frente.