Desde que contei que estava indo embora daqui várias pessoas escreveram (nos comentários, via email e na página Facebook do blog) perguntado pra onde eu estava me mudando. Como parece que o interesse de vocês é grande (não estou reclamando, juro! Fico é tocada em saber que tanta gente se interessa pela minha pessoa) achei que deveria esclarecer essa questão com um post.

Eu sei pra onde quero me mudar, mas como preciso de mais de um visto pra ir pra lá e o processo é mais difícil do que imaginei, decidi não contar nada até o momento em que eu colocar os pés no meu novo lar. Não me levem a mal, queridos leitores, não é nada pessoal. Eu sempre fui assim: se não tenho certeza de algo, acho melhor guardar segredo até a coisa se confirmar. E como essa nova etapa da minha vida só começará em setembro, vocês terão que esperar um pouco. Mas garanto que assim que soltar as malas na minha futura casa correrei pro computador pra contar tudo pra vocês.

varanda sitiomeu prato preferido

E daqui pra lá muitas coisas vão acontecer. Deixo Belém (Palestina) no final de junho e passarei dois meses inteirinhos no Brasil, matando a saudade da família, comendo todo o estoque de macaxeira do estado e bebendo toda a água de coco que couber no meu estômago. E, como não podia deixar de ser, participando de alguns eventos bacanas em Natal e, se tudo der certo, em Recife. Quem estiver por essas cidades entre os meses de julho e agosto vai poder me ver falando sobre a Palestina e veganismo. Espero sinceramente poder conhecer alguns de vocês durante as férias.

Agora que a situação foi esclarecida e algumas notícias foram dadas, vou voltar pra minha atividade dominical preferida: sentir saudade da minha família. Estou contando os dias pra chegar em casa e passar as tardes dentro de uma rede, comer o feijão e a tapioca da minha mama, encher o prato de macaxeira, maxixe e jerimum de leite, passear com os meus sobrinhos, conversar com os meus irmãos e passar os dias entre beijos, abraços, gargalhadas e uma ou outra lágrima (como diz minha irmã Edna, acontece nas melhores famílias de Londres). E, mais do que qualquer outra coisa, matar a saudade dos meus irmãos caçulas, que são tão essenciais pra mim quanto o ar que eu respiro e sem os quais minha vida perderia as cores.

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