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Morei cinco anos na Palestina e sempre sonhei em levar um grupo de brasileiros pra lá e dividir com eles as experiências incríveis que vivi, apresentar as pessoas corajosas que tanto me inspiraram, as paisagens lindas e a deliciosa culinária palestina, que tem inúmeras opções veganas. Então em novembro de 2014 aconteceu o primeiro tour político-gastronômico-ativista na Palestina pra brasileiros.

O sucesso foi tanto que em 2015 teve mais dois grupos, um em outubro e outro em dezembro. E em 2017 a experiência se repetirá, com uma viagem em fevereiro e outra em março. O primeiro tour será do 01/02 ao 11/02 e o segundo tour será do 08 ao 18/03.

Os grupos são pequenos (6 pessoas cada) e acompanho os participantes durante 11 dias de visitas a lugares históricos, caminhadas e piqueniques no deserto, encontros emocionantes com pessoas que estão lutando por justiça na região e degustação de pratos e mais pratos de hummus, além de uma quantidade obscena de falafel!

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Algumas das atividades que fazemos: encontro com um Comitê de Resistência Popular, visita guiada de campos de refugiados, tour político de Jerusalém Oriental, piquenique no deserto, caminhada de 6 horas do lado de um oásis no deserto de Jericó, excursões gastronômicas pra provar as delícias típicas da região, aula de culinária tradicional (naturalmente vegana) com as mulheres do projeto no campo de refugiados de Aida, visita da feira de Belém, encontro com ativistas palestinos e israelenses e muito mais. Estarei com o grupo o tempo todo partilhando informações e respondendo suas perguntas e dúvidas político-gastronômicas.

 Participantes da primeira viagem dividiram suas impressões dessa aventura:

 “A Palestina tem algo, uma força solidária que te acolhe como um abraço entre irmãos. Impossível não se embriagar pela força e generosidade do povo, pelo Al-Corão sendo entoado pelas altas torres da mesquita, pelo aroma das lojas de especiarias, pelas conversas regadas à chá e café… pois bem, minha visão analítica virou praticamente uma atrapalhada carta de amor adolescente, resultado de uma experiência que ainda não digeri, mas que faz bater aquela dor aguda no peito quando acordamos de manhã, sentindo a ausência da distância, e a certeza de que parte de mim ficou confinada pelo muro, esperando pelo retorno. Quem sabe ano que vem? Ainda guardo a chave.” (Nozomi)

“Escrever sobre a experiência daqueles dias na Palestina, é como querer contar uma história que não sabemos do final. Sabia que seria uma grande aventura e de várias descobertas, tanto físicas como espirituais, mas da esperada aventura que duraria supostamente 14 dias, ainda sinto intensamente que jamais voltarei. A cada dia, reflexões, aprendizados e lições me transformam a cada amanhecer. Muito agradecido e feliz por te feito parte desse grupo nessa experiência única e engrandecedora.” (Josias)

 

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Durante a viagem encontramos seres humanos extraordinários que fazem coisas extraordinárias. Resistem à ocupação Israelense, cada um ao seu modo, com extrema solidariedade, resiliência e criatividade. Recebemos a generosidade de todas as pessoas que Sandra nos apresentou. Percebemos também que o papel do estrangeiro por lá é vital. Nossa presença lá realmente é de grande ajuda. Eu poderia ler e pesquisar por quantos anos fossem, e nada nunca poderia substituir o fato de que eu estive lá e me encontrei com essas pessoas e experimentei um pouco da cultura, da alegria, do sofrimento e da luta Palestina. Estou feliz por ter vivido essa experiência. ” (Bianca)

“Quando chegamos ao campo de Aida, fomos recebidos por uma família extraordinária. Sandra nos contou uma história trágica, ocorrida ali naquela sala, há não tantos anos, no mesmo lugar onde naquele momento compartilhávamos o jantar. Uma história que me marcou profundamente, e na qual não parava de pensar sempre que chegava ou saía de casa, passando ao lado da porta. Mas, no penúltimo dia da viagem, na festinha surpresa organizada para o aniversário de Sandra, e sobre o mesmo solo, a filha mais nova dessa família presenteou a todos com uma dança típica palestina enquanto fazia caras e bocas, e todos os expectadores pudemos compartilhar sonoras gargalhadas. Todos aqueles sentimentos de desespero, frustração e raiva acumulados ao longo dos dias e existentes dentro de mim se esvaíram para dar lugar ao riso, à gratidão e ao amor, enquanto a menina pedia que marcássemos o ritmo com palmas para continuar dançando.” (Tati)

“Fui à Palestina como um ser, regressei sendo outro. Uma subjetividade externa se emaranhou em minha essência reforçando meus interesses e ideais. Vi tristeza, vi humilhação, vi tortura e sobretudo vi e vivi a injustiça. Agradeço à todos que participaram direta e indiretamente dessa transformação. Os momentos vividos e as pessoas extraordinárias que conheci sempre farão parte da minha lembrança, e principalmente, da minha existência.”  (Havana)

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Quem se interessar em participar de um tour em 2017 deve entrar em contato comigo por e-mail. Pra reservar o seu lugar (são somente 6 lugares por grupo!), esclarecer suas dúvidas e ver a programação completa + preços escreva pra papacapimveg@gmail.com (coloquem no título do e-mail ‘Viagem Palestina 2017’).

Pra ler o relato completo sobre a viagem de 2014 e 2015 e ver muitas fotos da Palestina, confira esses posts:

Voltando aos pouquinhos

Tour Papacapim na Palestina – parte 1

Tour Papacapim na Palestina – parte 2

A parte comestível do tour

A colheita de azeitonas durante o tour

Sobre humanidade